22.10.10

[NerdFacts] O horror, o horror! Franquias cinematográficas com várias continuações - Parte II


Olá caros amigos leitores do NA~. Quem vos escreve é o Edu Aurrai lá do blog Ninho da Mente. Estou aqui para cumprir a tarefa incumbida a mim pelo grande camarada Marcel de dar seguimento ao artigo sobre as franquias cinematográficas com várias continuações.

Aliás, perceberam a ironia? Eu estou escrevendo algo que é uma continuação de uma matéria a respeito de continuações. Bem que isso poderia render rios de dinheiro.

Bom, o tema dessa segunda parte é focado nos filmes de terror. A fórmula básica é idêntica àquela utilizada nas demais vertentes da sétima arte, ou seja, um deu dinheiro, encomenda logo outro. Porém, o horror parece exercer influência quase sobrenatural na mente dos espectadores, visto que diversos desses filmes geraram séries enormes nos cinemas, mesmo contanto com sequências um tanto abaixo da média.

Sacaram a ideia? Orçamento mínimo e retorno garantido até a fonte secar.

Um aspecto interessante é que grande parte das franquias de terror começaram com um filme muito bom, tiveram uma ou duas continuações que conseguiram manter o pique e deram sinais de perda da dignidade a partir do quarto capítulo. A famosa maldição da quarta parte. Bem parecida com as produções baseadas em quadrinhos e as suas malditas partes três, onde se encaixam filmes como os dos X-Men, os do Superman, os do Homem-Aranha, do Batman antes de Christopher Nolan e talvez outros que ainda não ganharam a sua segunda sequência. (Marcel: Blade Trinity também se encaixa nessa regra ;x)

Enfim, já estou enrolando demais. Vamos logo falar cronologicamente sobre alguns desses filmes que geraram tantas continuações. Só relembrando que a proposta é englobar apenas as franquias que tiveram sete capítulos ou mais. Os orçamentos e bilheterias valem para os filmes de estreia de cada série, só os pioneiros, para efeito de comparação custo/benefício, sendo de âmbito mundial o quesito bilheteria.

Halloween

O currículo: Oito filmes (entre 1978 e 2002). Um remake (2007). Uma continuação do remake (2009). Todos para os cinemas. Orçamento do original: $ 325.000 - Bilheterias: $ 60.000.000

O primeiro filme é um dos precursores dos chamados slasher movies, aquele tipo de enredo onde um assassino misterioso sai por ai esquartejando geral até ser derrotado ou morto. Também foi responsável por apresentar ao mundo Michael Myers, o garotinho de seis anos que sem motivo aparente resolve matar a irmã mais velha a facadas na noite de Halloween em 1963. Após isso, é internado em um sanatório e por lá fica durante quinze anos até conseguir escapar – também em uma noite de Halloween – e seguir rumo a sua cidade natal tendo em seu encalço o psiquiatra Sam Loomis, do qual foi paciente esse tempo todo. Uma vez de volta, ele passa a perseguir a babá Laurie Strode e suas amigas. Sem motivo nenhum também, diga-se. Essa história é contada no hoje clássico Halloween, de 1978, dirigido por John Carpenter.

Halloween 2, de 1981, começa exatamente onde o anterior parou e também revela ao público o fato de Laurie ser a irmã mais nova de Michael. A terceira parte, lançada em 1983, não possui conexão com os dois primeiros filmes e até hoje divide opiniões entre os fãs da franquia. Michael voltou a dar as caras - ou máscaras - em Halloween 4, desta vez perseguindo a sua sobrinha Jamie. Pois é, o cara realmente detesta a própria família. As partes 5 e 6 serviram apenas para zonear de vez com a cronologia da série, apesar de o sexto capítulo ainda possuir uma história curiosa sobre o seu desenvolvimento. Em 1998 foi lançado Halloween H20, filme que ignorou tudo o que aconteceu após a segunda parte e trouxe de volta Jamie Lee Curtis ao papel de Laurie Strode. Para fechar a série temos o abominável Halloween: Ressurreição de 2002.


O músico e cineasta Rob Zombie foi a pessoa encarregada de reiniciar a saga de Michael Myers nos cinemas e assim o fez ao escrever e dirigir o polêmico remake de Halloween, em 2007. Dois anos depois, Zombie levaria às telas a continuação de seu filme, intitulado H2: Halloween 2. Ambas as produções não são necessariamente ruins desde que se evitem maiores comparações com os originais. Os novos filmes têm um toque bastante – e põe bastante – pessoal do diretor.

Possibilidade de continuação:

Média, quase baixa. H2 foi um fracasso e mesmo assim uma segunda sequência do remake chegou a ser anunciada, desta vez com Patrick Lussier na direção e em 3D. O projeto se encontra atualmente engavetado.

Sexta-Feira 13

 
O currículo: Dez filmes (entre 1980 e 2002). Um crossover (Freddy vs. Jason de 2003). Um remake (2009). Todos para os cinemas. Orçamento do original: $ 550.000 – Bilheterias: $ 59.800.000

O conceito surgiu por volta de 1979 quando o produtor e diretor Sean S. Cunningham cresceu os olhos na grana que o Halloween de John Carpenter havia levantado no ano anterior. A Paramount Pictures comprou a ideia e em maio de 1980 chegaria às telas Sexta-Feira 13, cuja trama é baseada em um grupo de jovens reunidos por um sujeito que pretendia reformar e reabrir um acampamento de verão ao redor de um lago, o famigerado Camp Crystal Lake. Eles vão sendo mortos um a um por uma misteriosa figura que ronda o local. No final, é revelada a identidade do assassino, ou melhor, assassina. Trata-se de Pamela Voorhees, uma senhora que busca vingança pela morte de seu filho, Jason, que supostamente teria se afogado no lago por desleixo dos monitores - mais preocupados em tirar a barriga da miséria, se é que vocês me entendem. O sucesso foi tanto que em menos de um ano estrearia a primeira continuação, desta vez com o próprio Jason como o assassino. E foi Jason quem acabou se tornado um ícone, principalmente após adotar a famosa máscara de hockey como vestimenta na parte 3.

Sexta-Feira 13 é a série responsável por popularizar a grande maioria dos clichês nos slasher movies. A franquia também é notoriamente lembrada como um dos maiores caça-níqueis da história do cinema, já que os produtores não davam a mínima para a continuidade desde que a caixa registradora falasse alto anualmente. É sério, dá para fazer o resumo da série toda em poucas linhas e ainda assim fica confuso até para quem já conhece. Não acredita? Pois tome como base uma ou duas pessoas que sobrevivem em todos os filmes e espie só:
  • Sexta-Feira 13: Senhora Voorhees se enfurece e vai para Crystal Lake. Mata todo mundo e morre no final.
  • Parte 2: Jason Voorhees se enfurece e vai para Crystal Lake. Mata metade do elenco e toma uma facada no final. Não morre.
  • Parte 3: Jason ainda mais enfurecido volta ao Crystal Lake, mata todo mundo, leva uma machadada no meio do globo e quase morre no final.
  • Parte 4: Jason fica nervoso pra caceta e retorna ao Crystal Lake. Mata todo mundo e finalmente morre no final.
  • Parte 5: O filho de um maluco qualquer é assassinado. Ele se enfurece, assume a identidade de Jason e vai para Crystal Lake. Mata todo mundo e morre no final.
  • Parte 6: Jason ressuscita fulo da vida e retorna ao Crystal Lake. Mata todo mundo, mas poupa as crianças do acampamento. Morre no final.
  • Parte 7: Jason ressuscita completamente emputecido e já no Crystal Lake. Mata todo mundo, enfrenta uma paranormal que mói ele na pancada e morre no final.
  • Parte 8: Jason ressuscita um pouco mais calminho e já no Crystal Lake. Sobe num navio e mata metade dos tripulantes. Vai parar em Manhattan e mata a outra metade. Morre no final.
  • Parte 9: Jason simplesmente reaparece em Crystal Lake e logo morre. Arranja um jeito de pular de corpo em corpo, mata todo mundo e morre no final. De novo.
  • Parte 10: Jason surge sem mais nem menos num laboratório em Crystal Lake (!). É congelado por 400 anos e vai parar em uma nave espacial (!!). Mata quase todo mundo, toma um piau histórico de uma andróide e é reconstruído como um cyborg (!!!). Mata as pessoas que sobraram. Morre no final.
Entendeu? Pois é.
Claro que isso não tira o charme desta que é uma das franquias mais adoradas entre os fãs do cinema de horror. Inclusive, é uma das poucas séries recentemente refilmadas que pode se orgulhar de ter ganhado um remake extremamente respeitoso. O diretor alemão Marcus Nispel conseguiu homenagear e captar muito bem o espírito de todos os “filmes do Jason” em seu Sexta-Feira 13 de 2009.

Possibilidade de continuação:

Por enquanto remota. O remake de 2009 foi um sucesso nas bilheterias, a continuação foi confirmada e então de repente um produtor da Platinum Dunes, Brad Fuller, me anuncia via Twitter que o filme não vai mais acontecer.

A Hora do Pesadelo



O currículo: Sete filmes (entre 1984 e 1994). Um crossover (Freddy vs. Jason de 2003). Um remake (2010). Todos para os cinemas. Uma série com duas temporadas e 44 episódios para a televisão (entre 1988 e 1990). Orçamento do original: $ 1.800.000 – Bilheterias: $ 26.520.000

A New Line Cinema era uma pequena empresa que vivia da distribuição de filmes até o final dos anos 70. Em 1984, eles resolveram apostar num roteiro escrito por um diretor que já gozava de certa fama no circuito de horror. Seu nome era Wes Craven e o script tornou-se o grande sucesso A Hora do Pesadelo. O filme não só salvou a New Line da falência como foi responsável por catapultar a saúde financeira do estúdio. Wes Craven, mesmo tendo uma carreira de altos e baixos, passou a ser mundialmente reconhecido como um dos grandes diretores do gênero e o seu personagem, o assassino sobrenatural Freddy Krueger interpretado por Robert Englund, se tornaria presença marcante na cultura pop daí então.

A história do filme diz respeito a um grupo de adolescentes atormentados por pesadelos onde se veem perseguidos por um assassino desfigurado usando uma luva com enormes navalhas nas pontas dos dedos. O diferencial é que se eles forem mortos durante os sonhos, também morrem na vida real. A jovem Nancy Thompson é uma dessas vítimas e descobre através de sua mãe que o seu perseguidor, Freddy Krueger, era na verdade um psicopata que matou com requintes de crueldade cerca de 20 crianças nos arredores da Rua Elm, onde ela mora. Chegou a ser preso, mas ao fim do julgamento acabou livre devido a uma falha no processo judicial. Os pais dos garotos, indignados, caçaram e encurralaram o assassino, atearam fogo e o assistiram morrer queimado. De alguma forma ele achou um meio de voltar para vingar-se através dos sonhos.

Nesse primeiro filme da série, o personagem Krueger é apresentado como um autêntico carniceiro, alguém que você odiaria topar em um pesadelo. Ele corre por ai feito um louco ensandecido sempre gargalhando sadicamente, além de se automutilar com suas garras e constantemente esfregá-las contra outros objetos de metal para apavorar as suas vítimas. Essas características se manteriam na continuação de 1985, mesmo que ideia inicial tenha sido bastante alterada e que diversos elementos homossexuais tenham sido inseridos no roteiro. A partir do terceiro filme, em 1987, a personalidade de Freddy foi sendo amenizada cada vez mais, com o assassino tornando-se praticamente um pateta no sexto episódio. Ele só voltaria a ser levado a sério no sétimo filme, quando Wes Craven reassumiu o controle de sua criatura para contar uma história sem ligação direta com a cronologia, mas que teve os filmes anteriores como peças chave de seu enredo.

A fama da franquia durante as décadas de 80 e 90 foi tanta que chegou a gerar uma série de televisão com duas temporadas e boa parte dela foi exibida no Brasil pelo SBT. As fitas VHS do seriado também eram figurinha carimbada em qualquer locadora de vídeo. O programa apresentava histórias no estilo “Contos da Cripta”, tendo Freddy Krueger como o anfitrião. Eu me lembro de morrer de medo dessa série quando era criança, principalmente da abertura com aquela maldita musiquinha tétrica cheia de riffs de guitarra.


A Hora do Pesadelo não escapou da recente onda dos remakes e também ganhou a sua refilmagem neste ano de 2010. Freddy foi interpretado por outro ator pela primeira vez, no caso o talentoso Jackie Earle Haley. É um filme até mediano, que se sustenta bem na primeira meia hora, mas perde um pouco a mão lá pelos finalmentes.

Possibilidade de continuação:

Garantida. Mesmo que o remake não tenha sido o filme dos sonhos dos fãs das antigas, parece ter agradado em cheio a garotada e fez bonito nas bilheterias. No fim de semana de estreia, a Platinum Dunes já garantiu que o filme terá uma sequência em 3D. Jackie Earle Haley inclusive já teria declarado que assinou contrato para mais dois filmes.

Colheita Maldita

 
O currículo: Dois filmes para o cinema (1984 e 1993). Cinco filmes direto para o mercado de vídeo (entre 1995 e 2001). Um remake para a televisão (2009). Orçamento do original: $ 3.000.000 – Bilheterias $ 14.570.000

Esta franquia pode ser considerada como o maior caso de picaretagem entre todas as séries de terror. Tudo começou em 1984 com um filme do qual o atrativo principal era ter sido baseado em um conto de Stephen King. O próprio título da produção já traz o nome do escritor em letras garrafais. A história envolve um casal viajando pelo interior dos Estados Unidos que acaba parando em uma cidadezinha chamada Gatlin. Lá encontram um bando de crianças que foram incitadas por um garoto pregador chamado Isaac Chroner a seguir uma estranha religião, que cultua uma divindade pagã conhecida como “Aquele que caminha por detrás das fileiras”. O casal vai descobrindo aos poucos que todos os adultos foram mortos e que a seita tem ligação com um gigantesco milharal nos arredores da cidade.

Colheita Maldita fez um relativo sucesso nos anos 80, assim como quase tudo o que envolvia o nome de Stephen King. A primeira sequência estreou nos cinemas em 1993 e a segunda saiu em vídeo em 1995, quando ano após ano foram sendo lançados novos filmes até 2001. Todos eles alardeando serem baseados na obra de Stephen King. O problema, meu amigo, é quando você descobre que o tal conto no qual o original se inspirou não tem nem trinta páginas! É isso mesmo. “As Crianças do Milharal” não passa de um texto curto publicado no famoso livro de King chamado Sombras da Noite. Ai você pergunta: como diabos eles conseguiram encher sete filmes com uma história que mal preencheria um? E ai é que entra a sem-vergonhice. Apesar de a franquia contar com um primeiro filme bem bacana e vá lá, um ou outro que até dá para perder um tempo, a única relação que a maioria das sequências tem com o conto original é o fato de haver milho e crianças no meio da história. Às vezes nem isso.

  
Possibilidade de continuação:

Por mais incrível que possa parecer, ela é alta! Eu ainda nem vi o remake de 2009, mas já andei lendo por ai que a Dimension Films pretende produzir uma nova refilmagem, desta vez para os cinemas e em 3D! E uma nova continuação da série original já está sendo filmada lá fora! E eu que achava que trambique era coisa de político brasileiro.

Hellraiser

 
O currículo: Quatro filmes para os cinemas (entre 1987 e 1996). Quatro filmes para o mercado de vídeo (entre 2000 e 2008). Orçamento do original: $ 1.000.000 - Bilheterias: $ 14.570.000

Franquia inglesa que se iniciou em 1987 com uma produção baseada no livro The Hellbound Heart, do escritor Clive Barker, que também foi responsável pela adaptação do roteiro e direção. A história é centrada em um artefato em forma de cubo enigmático conhecido como “A Configuração do Lamento”. Este cubo é capaz de abrir uma passagem para um reino de prazer inimaginável. Em troca, ele exige a alma do usuário. O primeiro filme apresenta um homem chamado Frank Cotton, que consegue resolver o quebra-cabeça e abrir o cubo, sendo então transportado para uma outra dimensão povoada pelos Cenobitas: criaturas deformadas que sentem prazer na dor, lideradas pelo demoníaco Pinhead. O irmão de Frank, Larry, muda-se para a velha casa da família junto com sua segunda esposa, Julia. Durante a mudança, Larry se fere em um prego. Algumas gotas de seu sangue pingam no assoalho do sótão que fora o local onde Frank invocou os Cenobitas tempos atrás.

O sangue infiltra-se pelas tábuas e começa a regenerar o corpo de Frank. É revelado que Frank e Julia já foram amantes e ele então a convence a ajudá-lo, dizendo que apenas mais sangue humano pode fazer com que ele se recupere. Julia passa a seduzir homens nos bares e atraí-los para o sótão, onde ela e Frank os matam para usar seu sangue. A sobrinha de Frank, Kirsty, acaba descobrindo os planos e fugindo com o cubo, abrindo-o acidentalmente e também encontrando os Cenobitas. Ao perceber a enrascada em que se meteu, ela propõe levar os Cenobitas ao fugitivo Frank em troca de sua liberdade.

Hellraiser é um filmão digno de figurar em qualquer lista dos melhores do gênero. Além do intrigante roteiro, ainda trouxe efeitos e maquiagem de primeira para os padrões da época, superando as dificuldades do baixo orçamento. A sequência, também escrita por Barker, foi lançada em 1988 e é tão boa quanto o original, dando continuidade nos acontecimentos da obra. A parte 3 também se mostra como um filme bastante interessante, embora a partir deste, a franquia passe a ter Pinhead como o vilão principal e não os cenobitas em si. O quarto capítulo, mesmo não sendo lá uma obra de arte, ainda mantém o interesse e foi o último a contar com o envolvimento de Clive Barker na produção. Do ano 2000 em diante, os filmes passaram a ser produzidos direto para o mercado de vídeo, contando histórias praticamente independentes da trama canônica.

Apesar disso, o primeiro deles, Hellraiser: Inferno, até que é assistível, com um roteiro que prende a atenção. Após esse só foi produzido lixo atrás de lixo, tudo por responsabilidade de um meliante chamado Rick Bota, que dirigiu os três últimos episódios da franquia. Bota foi o cara que conseguiu descobrir o verdadeiro significado da “configuração do lamento”, já que é muito fácil o espectador lamentar-se de ter visto qualquer um de seus filmes. Eu, de verme que sou, acabei vendo todos e a única coisa que guardo na memória envolvendo os filmes desse cara é a participação daquela maravilha chamada Kari Wuhrer na parte 7.


Possibilidade de continuação:

Garantida. A Dimension Films já iniciou a produção de um nono capítulo da saga. E a toque de caixa para não perder os direitos, ou seja, vem mais bomba por ai. Essa semana também foi anunciado que o diretor Patrick Lussier deve assumir o comando de um remake do primeiro Hellraiser. Vale lembrar que ele antes era cotado para a vaga na cadeira da continuação da refilmagem de Sexta-Feira 13.

Menção honrosa e uma promessa para o futuro?

Eu não poderia deixar de dedicar um parágrafo para a maior série de horror desta geração e é claro que me refiro a Jogos Mortais. Com o sétimo – e provavelmente último - filme prestes a estrear nos cinemas, a saga de Jigsaw pode se orgulhar do título de franquia de terror mais lucrativa de todos os tempos. Muitos torcem o nariz, acusando os filmes de serem apenas simples caça-níqueis iguais a tantos outros por aí. Eu não tiro a razão, embora discorde quanto ao conceito de simplicidade. Está na cara que o grande objetivo dos produtores é faturar ao máximo em cima do pequeno filme independente que estourou em 2004, mas mesmo assim, até hoje isso tem sido feito com propriedade e respeito ao público. Por mais absurda que história possa ter se tornado, ela ainda existe e eles sempre procuram explicações para deixar os fatos esclarecidos. Até os atores que estiveram em filmes anteriores vira e mexe voltam para complementar os seus personagens.

 
O reinado de Jigsaw só foi ameaçado durante esta última década no ano de 2009, também por um fenômeno independente chamado Atividade Paranormal, cujo segundo filme acabou de estrear. E é ele que tem pela frente a tarefa de tentar abrir caminho para que a provável futura série se torne a nova grande franquia do terror. Será que a ideia vinga?


Uma curiosidade nerd final

Kevin Bacon, Linda Hamilton, Johnny Depp, Crispin Glover, Charlize Theron, Eva Mendez, Corey Feldman, Naomi Watts, Patricia Arquette, Jamie Lee Curtis, Lawrence Fishbourne, Joseph Gordon-Levitt, Brad Pitt, David Carradine, Tyra Banks.

Sabe o que todos esses famosos tem em comum? Bom, um dia eles estiveram presentes em alguma dessas franquias citadas no artigo. Agora, se é motivo de orgulho ou vergonha, só mesmo perguntando para eles.

Obrigado a todos pela paciência e me desculpem se me alonguei além da conta, mas não podia negar o pedido de um amigo. Espero que tenham gostado e um forte abraço a todos os leitores e aos camaradas da equipe do NA~.

**** Nós do NA~ gostariamos de agradecer o nosso camarada Edu Aurrai pelo excelente artigo e claro, pela disposição em escrevê-lo. E se você também curtiu, não deixe de ver mais textos do nosso parceiro no Ninho da Mente.

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34 comentários:

Miriam disse...

Nem imaginava que a segunda parte seria dedicada exclusivamente a filmes de terror. Não tenho muito como comentar pq eu sou meio medrosa e não assisto a filmes de terror hahaha (bom, vi uns japoneses pq vc mais ri deles do que fica com medo, se é que fica o_Õ)

Lembrei de uma franquia que não tem nada de filme de terror: Em Busca do Vale Encantado =P

Ótimo artigo! Me prendeu do início ao fim =]
Muito boa a descrição dos filmes Sexta-feira 13 LOL

Marcel disse...

Novamente eu agradeço ao meu parça Edu Aurrai pelo presente que foi este artigo. Pode ter certeza que farei questão de escrever algo para o NDM também /o/

Sobre o artigo, filmes de terror eu não sou fã...mas até gosto de ouvir discussões sobre eles heuheuheueueueu...desde que não sejam escrotamente gore como o Albergue =P

Agora, quer dizer que somentes duas pessoas em toda a franquia enxeram o Jason de Porrada ? Esses cabras merecem entrar dentro da galeria dos seres mais poderosos do cinema ;x heuheuheuehuehue

E aquela ali na foto da Colheita Maldita é a Linda Hamilton ?!

Marcel disse...

Ahh sim, o Atividade Paranormal assumirá o posto do Jogos Mortais no quesito filme de terror anual.

Podem se preparar que ano que vem teremos o terceiro...e se o mundo não acabar o quarto...e por ai vai xD

Pedro Senna disse...

Excelente post do Edu,

e a melhor coisa do post foi a foto da Kari Wuhrer <3


E espero que os filmes do Freddy Krueger sejam mais "loucos" no sentido de sem logica em sonhos.

Edu Aurrai disse...

Uma curiosidade sobre o tema do seriado do Freddy.

O U2 já tocou ela ao vivo, saca só:

http://www.youtube.com/watch?v=5VqvGs9rlJU

Edu Aurrai disse...

Olá Miriam! Que bom que vc aguentou até o fim. Obrigado pelo elogio.

Quanto aos filmes japoneses, bom, tem uns muito legais. Mas de filme oriental, assista aos tailandeses ou aos coreanos, tem uns que são de arrepiar.

Um abraço!

Marco Magiori disse...

Ótimo post. É uma pena que em 1984 eu estivesse nascendo. Eu costumo falar que eu nasci no ano errado. Queria mesmo ter nascido nos anos 60 pra chegar jovem aos anos 80. Fazer o q???
Mas Dudão, eu até gosto dos 3ºs filmes baseados em quadrinhos (menos o Batman e o Blade). Homem-Aranha foi massa, apesar da ofensa à cronologia do quadrinho. Quero ver como fica a continuação de Hellboy. O del Toro tava afim de matar o Hellboy no fim deste...

Raxei de rir com o resumo da série Sexta Feira 13. kkkkk

~* DJ' *~ disse...

assim como meu irmao, eu tambem não sou tão fã de filmes de terror, mas posso dizer que assisti alguns filmes desse.
Jigsaw só assisti os 3 primeiros. O começo do quarto não me interessou dai eu taquei o foda-se no resto. Ja atividade paranormal posso dizer que é um terror diferente. A Ideia é interessante, para dizer a verdade medo não fiquei, só fiquei um pouco aflito com as ideias do filme.
E Claro, as cenas finais. xDD

maas, nao gostei de atividade paranormal, poderia ter oferecido mais, se cair na regra de que o primeiro filme é o melhor e depois vai piorando... esse não chega no 3º ( espero )

Agora....
Jason em uma nave espacial? Apanhando de androide? VIRANDO UM CIBORGUE?

Alguem por favor mate quem destruiu a Franquia de Sexta Feira 13 por favor?

AEHUISHAEUHishIUAEhaishAIUehaiehae

Ah SIm.!
Faço questão tambem de agradecer o Edu pelo otimo artigo! Ficou muito interessante cara, meus parabens!

Marcos disse...

Eu me lembro quando assistia a serie sexta-feira 13... cara é bem isso mesmo que foi escrito kkkk. Ótimas linhas que por sinal muito bem escritas.

Dayra disse...

Cara! Eu sempre caiu nos mesmos sustos e sempre sei quem é o que mata, e msm assim adooroo!! rsrsrsrsrs... Du como sempre, perfeito! ^^ Bju! Day

William disse...

Incrivel o post Edu, muito bom mesmo. Agora venhamos e convenhamos que independente do gênero do filme, sempre suas continuações não tiveram mesmo desempenho ou superior ao seu primogênito, são raros os casos de superação como, Piratas do Caribbie e Tropa de Elite, que na minha concepção teve uma evolução considerável na narração, história, enfim.
Parabéns mais uma vez.

Marcel disse...

hauhauahuahuahuahuahua...porra, se o Jason tomou um coro de um andróide, o T-800 iria enfiar uma porrada maneira na fuça dele =x

Quando a Linda, se naquele filme fosse a Sarah Connor, ela estaria fazendo ensopado de milho com aquelas crianças malvadas huheuhuehuee

BillBull disse...

Do caralho essa RESENHA!
LEMBRANDO que as coisas nao são tão Claras
quando se trata de Contratos milhonarios

exitem muito mais coisas horrendas por tras das cameras
do que se pode imaginar

carta do magicgathering da vez!

evil Burocrats. lol

Leka disse...

Edu, parabéns pelo post, excelente e muito crítico!
Beijo

Ritinha disse...

ótimo post ! :)

Nayla Nogueira disse...

Pra váriar assim só um pouco ÓTIMO post...
Muito legal ver um curriculo de todas as maiores franquias de terror presentes na minha infância e adolescência...

E comooo acompanhante do NDM e não mais leitora assidua (sorry about this =/) , num posso deixar de comentar sobre o Atividade Paranormal, filme que aguarde anciosamente pela estréia pelos inúmeros posts instigantes que eu encontrava por lá... Booom, foi um ótimo filmee, mas sinceramente eu esperava mais =s E na minha humilde opinião eles num tem a força que Saw teve para uma franquia tão grandee... Espero estar enganada... mas Saw, bem Saw é Saw *-* Seria ótimo ver mais filmes com a inteligência dele...

Booom, é só isso mesmo... Parabens pelo post ;)

Crash_overcrazy disse...

Gostei da matéria Dudão... euq ue assisti a varios destes filmes não fazia a ideia da historia deles, gostei mesmo.

Leba disse...

ótimo artigo feito pelo meu brother Edu
sou fã desses filmes, assisti praticamente todos
incluindo o remake do sexta feira 13 com o prório Edu
filmes desse tipo que gera milhões e tem continuações horriveis,
mas eu adoro
esperamos pra ver o que mais vem por ai
e que jason viva novamente, pra nossa alegria
ahh e quem sabe enfrente o fred nas coisas bizarras já feitas
abraço

JehH rs disse...

Poxa, muito bom, Edu :D
Adorei, você é um ótimo crítico =)

Tekinhacds disse...

Nossa Dudãoo... muito bom seu texto! Vc realmente entende oq os filmes querem dizer e o poder que eles tem com as pessoas! E uma coisa muito legal é os filmes de Terror tendem a ficar cada vez melhores com tantas inovações, porem existem varios cinegrafistas que não sabem fazer o uso adequado dos equipamentos e roteiros, assim fazendo o filme não render tanto qnto a primeira versão, pois o dificil não é dar a continuação, mas sim oq a continuação irá render! Parabêns e continue assim amigo!!
Beijoss Teh*

- Amanda. disse...

Edu, como sempre, fazendo um ótimo post. Aliás, um post que combina com você - respeitável conhecedor e espectador do gênero, terror. (:
Sehr gut! ;D

Edu Aurrai disse...

Opa, aliás, você já esta mais que convidado a escrever algo lá no NDM também! E eu que agradeço cara, isso sim que é parceria. Não só ficar trocando linkzinho e dizendo massa véio.

Quanto ao Jason, ele já se ferrou bastante na franquia, mas foram essas duas que deram mais trabalho pro cara. A guria paranormal usa de tudo contra ele, eletrocuta, joga um telhado, expreme a máscara conta o rosto, é tipo se ele enfrentasse uma Jean Grey mais humilde.

Já a andróide bixo... Chega a dar até dó do Jason...

E a guria na cruz é a Linda mesmo. Acho que um ano antes de Terminator. Pagando mico, hehehe


Abração irmão!

vitão disse...

Ta ae um cara q entende do assunto!! :)

Carlão disse...

vai se interessar em filme de terror assim na casa do caraio!

Julian Francisco disse...

pois eh, o Edu escreve fantasticamente bem =)

Edu Aurrai disse...

Outra coisa, vcs leram sobre Jason X e toda baboseira engraçada, mas no trailer rolava um som dos mais fodões do new metal. Drowning Pool com Bodies. Eu bato cabeça sozinho só nos fones de ouvido:

http://www.youtube.com/watch?v=sO_QntXc-c4

Jhoyce B. disse...

Ahhh assisti Atividade Paranormal 2 hoje .. e soh dei risada .. não é terror nem aqui nem na China hahahhaaha .. Mas o meu preferido no quisito terror .. é Jogos Mortais .. nossaaa esse sim hein .. pode ter ate o 13 rsrs .. melhor filmeeeee!!
Parabéns pela postagem! muito boaaaa Duuu ;D .. Bjos ;**

Marcel disse...

Caraca, esta postagem do Edu bateu o record de comentários de um artigo em um único fds O.O

Porra Julian, bora contratar o cara HAUHUhauhUHauhauHauu!

Kaps disse...

Opa! Como sempre, ótimo texto, Edu xD
Mas não considero Atividade Paranormal como terror/horror/whatever. Aliás, eu acho uma bela droga, e não entendo como pode ter gente que fica apavorado assistindo, ou coisa do tipo. E agora tem o 2 o-o Espero ferozmente que não inventem de fazer mais. O_O

Patricia Mayumi disse...

Mto bom o post!
Dos filmes citados o único nao assisti foi Hellraiser... qdo era menor =P ao passar nos corredores da locadora e ver na capa um homem com pregos no rosto me dava mto medo! hehehe... bem... quem sabe agora eu nao assisto neh?!

Edu Aurrai disse...

Esquenta não cara, quebrou o NDM também, hehe

Dote disse...

belo post cara

muito bem feito

Ferrobem_raios disse...

muito bom o post !!!
bons tempos em que havia filmes de terror de verdade.

Pisovelho disse...

ótimo post...
adorei mesmo.
Jason e Freddy são minhas franquias preferidas. Porém nunca esqueço de Hellraiser, tinha pesadelos com ele :)
Quando pintar outros posts assim, me dá um toque...

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