4.8.15

[Crítica] Samurai X - O Inferno de Kyoto | O Fim de uma Lenda


Pois é meus caros leitores, depois de mais um hiato sem atualizações (no blog, afinal todo dia tem novidades no Twitter e no Facebook do NA~), eis que consigo um tempinho entre meu serviço e meus estudos para lhes trazer mais um artigo supimpa que vocês tanto sentem falta ou não.

No artigo do semestre de hoje iremos destrinchar os dois últimos filmes em live action de  Samurai X (Rurouni Kenshin): O Inferno de Kyoto (Rurouni Kenshin - Kyoto Taika-hen, 2014) e O Fim de uma Lenda (Rurouni Kenshin - Densetsu no Saigo-he, 2014), lançados no Brasil através da Focus Filmes (mercado de home-video) e do Netflix (stremming). Os dois longa metragens adaptam o melhor arco da obra de Nobuhiro Watsuki: a saga Makoto Shishio.

Seguindo o mesmo modelo adotado nas críticas anteriores, farei uso indiscriminado de SPOILERS para validar meus argumentos. ;)

Lançado nos cinemas japoneses em 2012, Samurai X - O Filme (Rurouni Kenshin: Meiji Kenkaku Roman Tan, 2012) foi uma grata surpresa aos fãs do andarilho Kenshin Himura. Produzido totalmente em live action, o filme reconta os primeiros arcos da saga criada por Watsuki em uma adaptação que, embora se desfaça de alguns elementos em prol da trama principal, é extremamente eficiente e divertida.

Com o sucesso de público e crítica, no ano seguinte foi anunciado que duas sequências estavam sendo filmadas simultaneamente. Se duas continuações já eram motivos suficiente para comemoração, a nerdaiada os fãs foram a loucura quando confirmaram que os dois filmes consistiam na adaptação da saga Makoto Shishio e não o do bosta Isurugi Raijūta que seria a sequência natural da história original, mas quem se importa com isso?.

Contando com o retorno de praticamente toda equipe responsável pelo filme original - com exceção de Taketo Tanaka, o ator mirim que interpretou Yahiko quem se importa com isso?[2] - Kenshin e seus amigos retornaram aos cinemas em agosto de 2014 com Samurai X - O Inferno de Kyoto. Com apenas um mês de diferença, Samurai X - O Fim de uma Lenda entrou em cartaz com a conclusão da história, iniciada no longa anterior.

"Bem vindo ao Inferno, caro leitor!"
Após o derradeiro confronto contra Jin-E (Kôji Kikkawa), Kenshin Himura (Takeru Satou) deixa a vida como andarilho e passa a morar com Kaoru (Emi Takei) no Dojo Kamiya. Ajudando nos afazeres domésticos do dojo, Kenshin enfim desfruta o prazer de uma vida tranquila ao lado de Kaoru e seus amigos, Sanosuke Sagara (Munetaka Aoki), Yahiko Myojin (Kaito Ōyagi) e Megumi Takani (Yu Aoi).

No entanto, as sombras do passado voltam a atormenta-lo quando o ministro do interior, Toshimichi Ookubo (Kazufumi Miyazawa), pede a sua ajuda para combater uma grande ameaça, Makoto Shishio (Tatsuya Fujiwara). Conhecido como sucessor de Battousai, Shishio foi traído e queimado vivo pelos seus companheiros a mando do atual governo. O que ninguém esperava era que o hittokiri havia sobrevivido e agora, líder de uma poderosa força revolucionaria e com sangue nos olhos, pretende derrubar o Governo Meiji pelo qual ajudara a construir.

Ookubo estipula um prazo de duas semanas para que ele tome uma decisão. Inicialmente relutante, ao final do tempo estipulado, Himura vai ao encontro do político com a intenção de recusar o pedido de ajuda. Contudo, ao se deparar com o cadáver do ministro no meio de uma estrada  e, logo em seguida, presenciar o resultado de um massacre de dezenas de policiais ordenado por Shishio, o ex-andarilho se despede de Kaoru e parte em direção a Kyoto, com a certeza de que Makoto Shishio precisa ser impedido.

Considerando a importância e o tamanho da Saga Shishio (no manga rendeu DEZ volumes enquanto no anime durou TRINTA E QUATRO episódios), a divisão do arco em dois longas metragens foi uma grande sacada por parte da equipe de produção. Afinal de contas, a possibilidade de se contar a história em dois filmes de cento e trinta e cinco minutos (cada) permite uma adaptação muito mais fiel a obra original e muito mais coesa em sua narrativa e conteúdo.

Quem dera os responsáveis por aquele sacrilégio chamado Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário (Saint Seiya: Legend of Sanctuary, 2014) tivessem pensado o mesmo. :P

"Sr. Himura, você já dançou com o demônio sob a luz do luar?"
Em relação a adaptação, o trio de roteiristas - formado por Kiyomi Fujii, pelo diretor Keishi Ohtomo e pelo próprio Nobuhiro Watsuki – procuraram repetir a mesma formula do primeiro filme, ou seja, elaborar uma trama que una elementos e momentos extremamente fieis ao material original com outros livremente adaptados para o contexto cinematográfico. Tal como na investida anterior do trio, a estratégia foi bem sucedida uma vez que a história contada em O Inferno de Kyoto e O Fim de uma Lenda é bem similar com a do manga.

Porem, certos sacrifícios precisaram ser feitos. Mesmo dispondo de dois longa metragens, se todos os momentos chave da história fossem adaptados, o ritmo narrativo dos filmes - tal como aconteceu no famigerado A Lenda do Santuário - seria totalmente comprometido. Como não haveria um terceiro longa para suprir essa necessidade, a solução encontrada foi cortar do roteiro as batalhas do restaurante Aio-ya e as do esconderijo de Makoto Shishio.

O problema é que esta decisão acabou se tornando uma faca de gumes. Ao mesmo tempo que o corte beneficiava o ritmo dos filmes, ele também sabotava participação de personagens como Sanosuke, Kaoru, Yahiko e até mesmo o Saitou. Com o Juppongatana praticamente relegado a terceiro plano - também conhecido como figuração de fundo de tela - os grandes momentos nos arcos de Sano e companhia deixaram de existir. Se Sanosuke e Saitou ao menos ainda participavam da grande batalha final, Kaoru e Yahiko são quase que inúteis para trama.

E para piorar, ao final do segundo filme, a dona dojo Kamiya é mais uma vez sequestrada pelos vilões. Para quem finalmente se mostraria útil em batalha (no manga/anime, ela é derrota o traveco Kamatari na batalha de Aio-ya), ser novamente a Saori Kido da história mocinha em apuros é um puta de um retrocesso. :(

Mas sejamos justos, a alternativa criada para preencher a lacuna das batalhas foi bacana. O fato de Shishio obrigar o governo japonês a caçar Kenshin e depois executa-lo publicamente é algo totalmente aceitável no contexto do filme. Afinal de contas, além de se livrar de seu maior empecilho, eliminar Battousai era uma maneira dele expor os crimes cometidos pelo governo aos olhos de todos. É claro que como fã da obra original, eu adoraria muito ver as batalhas o pau comendo solto contra os membros Juppongatana, mas o único defeito (na minha opinião) deste plot tapa-buraco além de existir é que ele se estende demais.

A zuera começa quando o Chou é mais relevante nos filmes do que o Usui e o Anji.
Felizmente, os problemas na adaptação são pouquíssimos comparados ao grande numero de acertos. Inclusive, ouso a dizer que em certos momentos a adaptação cinematográfica superou o próprio manga, como foi o caso da sequência da Vila Shingetsu, um vilarejo dominado por Shishio. No filme, o cenário do vilarejo - ao contrário das outras versões - é totalmente desolador. Casas destruídas, entulho espalhado entre as ruínas, moradores maltrapilhos e a presença de vários capangas realmente passa a imagem que aquele local foi totalmente abandonado pelo governo. A fotografia acinzentada inclusive ressalta ainda mais o clima sem esperança das pessoas que ali vivem.

Além da mudança de atmosfera, a sequência contou com as ausências de Saitou e do vilão Senkaku (com quem Kenshin luta antes de ter sua sakabatou partida), presentes na obra original. No lugar do vilão com a cabeça do Change Robô, Kenshin enfrenta todos os capangas presentes no vilarejo em uma sequência muito empolgante. Quanto a ausência do policial, isso acabou mudando o destino de Eiji, um garoto do vilarejo que teve a família brutalmente assassinada. Sem o ex-Shinsengumi para adota-lo, a conclusão de sua participação é bem menos feliz e mais dramática, com Himura impedindo que o garoto e os moradores da vila promovam um banho de sangue com os soldados derrotados pelo ex-retalhador.

Outro detalhe que ficou muito bacana - não a ponto de superar a versão de Watsuki - foi a adaptação da Oniwabanshuu (Gangue Oni). Com exceção de Okina (Min Tanaka) e Misao (Tao Tsuchiya), o restante dos membros do Aio-ya não tem semelhança quaisquer com o quarteto inútil do manga/anime, inclusive o número de integrantes é quase o dobro. Nos dois filmes, o grupo ao menos me passou muito mais a imagem de ninjas (com membros agindo na surdina, acesso fácil a informação) que os personagens do manga.

Quanto a Aoshi Shinomori (Yûsuke Iseya), o motivo de seu ódio por Battousai tal como no manga/anime é bem...nhé. Nos filmes, durante a última batalha da Era Tokugawa, como o retalhador não atacou o Castelo de Edo (protegido pelo grupo de Shinomori) o Shogunato resolveu descarta-los. Ou seja, Aoshi mais uma vez culpa Kenshin em vez de assumir sua incompetência em proteger seus companheiros.

Mas que malandrão, veja você! :P

Entretanto, todo o contexto da obsessão do capitão da Oniwabanshuu pelo ex-hittokiri - um sentimento de culpa que com passar dos anos se transformou em um ódio direcionado - foi bem apresentado. Inclusive, a resolução dessa obsessão foi trágica, bem diferente do que aconteceu nos quadrinhos.

Isso porque a trama dá a entender que Okina MORREU durante o duelo entre Himura e Shinomori.

Kaoru fazendo propaganda do próximo shampoo da Seda.
Dentre os "calouros" do elenco, destaque para o trabalho de Tatsuya Fujiwara, no papel do vilão Makoto Shishio. Conhecido pelos longas em live action de Death Note e de Battle Royale, Fujiwara conseguiu transportar com fidelidade o Shishio que os fãs conhecem. Não mostrando quaisquer desconforto com o figurino e a maquiagem, o ator soube aliar em sua atuação as poucas expressões faciais que lhe eram permitidas com o uso de gestos e voz. Alias caros leitores, quem tiver acesso fácil aos filmes, revejam a cena onde o vilão é traído no melhor estilo Julio César. A expressão de agonia e ódio que seu personagem apresenta ao emergir das cinzas é impressionante. :D

Além de Fujiwara, outro estreante que merece ser mencionado é Masaharu Fukuyama, o Sr. Fodão Seijuro Hiko. Apesar de visualmente o seu personagem não lembrar em nada a figura do imponente e gigantesco mentor de Kenshin, a sua versão tem muito mais cara de um experiente mestre na arte da espada do que a "versão maromba" criada por Watsuki. Se a aparência é diferente - convenhamos caros leitores, não existem muitos atores japoneses com um porte físico de um "Stone Cold" Steve Austin - a personalidade continua a mesma. Irônico, Hiko esculacha as atitudes de seu "discípulo idiota" sempre que surge uma oportunidade. O trabalho de Masaharu, tanto na atuação quanto nas cenas de combate é bem convincente.

Dos estreantes que realmente tiveram oportunidade de participar mais ativamente dos longas, o único que destoou foi Ken'ichi Takitô, no papel de Houji Sadojima. Acontece que na grande maioria de suas participações, o seu personagem age maneira totalmente histérica, como se estivesse totalmente chapado em uma micareta baiana. Certo, o Houji original também se descontrolava, mas somente em situações em que era abalado emocionalmente. Para quem era conhecido como o membro mais RACIONAL dos dez espadas, o personagem de Ken'ichi está mais para um playboy idiota da era Meiji. :P

Quanto ao "time dos veteranos", quem mais se sobressaiu foi Takeru Satou, o interprete do protagonista Kenshin Himura. Particularmente, eu gosto muito de Takeru no papel. Além de se comportar muito bem nas cenas de ação, o sua atuação apresenta uma outra perspectiva do personagem sem descaracteriza-lo. Se no manga/anime Himura esconde as feridas do passado sob a mascara de um sujeito bobão e de sorriso fácil, nos filmes ele já é uma pessoa mais reservada e de sorriso tímido.

Sinceramente, não sei se esta personalidade é reflexo de uma possível falta de talento por parte do ator - apesar dele ter protagonizado Kamen Rider Den-O, só o conheço pelos filmes de Rurouni Kenshin - mas independente do seu talento, o fato é que seu protagonista aparenta sentir muito mais o peso das vidas que ceifou.

"Horas e horas de estudo de personagem...para ficar o filme todo fumando e enfrentando oponentes buchas."
Como estamos falando de duas adaptações de um shounen, é claro que não poderia faltar nos filmes uma boa pancadaria. E meus amigos, as sequências de ação em O Inferno de Kyoto e O Fim de Uma Lenda em sua maioria são simplesmente espetaculares. Além do já citado massacre confronto entre Himura e os servos de Shishio, vale destacar também a luta entre Kenshin e Chou (o colecionador de espadas), o único membro do Juppongatana com uma participação mais relevante; o combate sangrento entre Aoshi e Okina; o treinamento de Seijuro Hiko com seu "discípulo idiota", onde o Sr. Fodão Hiko o espanca utilizando um mero PEDAÇO DE MADEIRA. (o_o)

Em menor escala de empolgação, temos o corretivo Kenshin aplica em Aoshi e os dois confrontos contra Soujirou Seta, com destaque ao primeiro onde o jovem prodígio quebra a sakabatou do protagonista. Infelizmente, Sanosuke Sagara mais uma vez protagonizou o combate merda meia boca da adaptação. A sua luta contra um cosplay cabeçudo do Anji Yukyuzan (Tomomi Maruyama) só serviu para que o monge fajuto explicasse ao espectador as motivações de Yume, Houji e Soujirou estarem do lado DO MAL.

Entretanto, todos essas sequências de ação foram apenas um prelúdio para o melhor quebra pau da adaptação (e quiça de todos os filmes): a batalha final contra Makoto Shishio. Assim como nos quadrinhos,  o vilão nocauteia em sequência Kenshin, Sanosuke, Saitou e Aoshi. Só que antes de enfrentar Himura para o duelo decisivo, na adaptação cinematográfica o vilão ainda enfrenta os QUATRO DE UMA SÓ VEZ!!!

E mesmo em desvantagem, ele nocautear TODOS.

PUTA QUE PARIU, essa sequência é simplesmente FODA PARA CARALHO!!! (não vou riscar esse palavra, essa batalha merece ;) ).

Sério caros leitores, que trabalho fenomenal o diretor Keishi Ohtomo e as equipes de coreografia e de dubles realizaram nos três filmes. Além de apresentarem um grande acervo de cenas de ação bem enquadradas e com uma movimentação precisa e fluída, eles ainda conseguiram transpor para as telas do cinema toda mobilidade e a velocidade do estilo Hiten Mitsurugi. E matéria de ação, essa não deve absolutamente nada Hollywood.

"Estilo Hiten Mitsurugi...."
Com relação aos aspectos técnicos, O Inferno de Kyoto e O Fim de uma Lenda mantêm o alto padrão de qualidade do primeiro filme. Os cenários e os figurinos recriam com perfeição o Japão da segunda metade do século XVIX. O esmero na recriação desta ambientação fica ainda mais ressaltado por conta do trabalho de fotografia. Cenas como o encontro entre Saitou e Shishio em meio a um incêndio e a despedida de Kenshin a Kaoru são esteticamente perfeitas.

A trilha sonora original não apresenta grandes novidades, consistindo em um reaproveitamento de grande parte do trabalho criado pelo compositor Naoki Satô para a primeira aventura. Se por um lado isso pode soar um tanto quanto decepcionante, ao menos a faixa Hiten continua empolgando nos momentos que surge ao fundo. Assim como no primeiro longa metragem, cada filme encerra com uma música da banda One Ok Rock. Enquanto o segundo filme encerra com o single Mighty Long Fall, o terceiro fecha a franquia com Heartache.

Para quem acompanhou o anime picotado sem dó na Globo ou pelo o Cartoon Network, a boa noticia é que grande parte dos dubladores originais - Tatá Guarnieri (Kenshin), Denise Reis (Kaoru), Afonso Amajones (Sanosuke), Rodrigo Andreatto (Yahiko), Patrícia Scalvi (Megumi), Fábio Lucindo (Soujirou), Wellington Lima (Saitou) e Émerson Caperbat (Shishio) - estão presentes na dublagem dos dois longas. Apesar de algumas vozes não combinarem tanto com os atores em cena, a nostalgia de ouvir esse elenco vale a pena. :D

No fim das contas, a adaptação realizada nas duas sequências mantém o nível de qualidade alcançado pelo filme original. Embora certas ausências sejam sentidas pelos fãs - uma maior participação de personagens como Saitou, Sanosuke, Soujirou, Anji - isso não tira o mérito do belo trabalho realizado pela equipe de produção. Como filme, além de uma excelente ambientação e cenas de encher os olhos, os dois longas contam com excelentes cenas de ação. Após essas adaptações, uma pergunta fica no ar: será que teremos a adaptação do arco Enishi Yukishiro?

Eu espero que sim! :D

NOTA: 8,5 (Inferno de Kyoto)  e 7,25 (O Fim de Uma Lenda).

PS: Os efeitos visuais seriam quase que imperceptíveis ao espectador...se não fosse pelas cenas "qualidade Asylum Films" onde o navio de guerra de Shishio surge ao horizonte. :P


Ficha Técnica

Samurai X - O Inferno de Kyoto (Rurouni Kenshin - Kyôto Taika-hen, 2014)
Samurai X - O Fim de uma Lenda (Rurouni Kenshin - Densetsu no Saigo-he, 2014)
Ação | Aventura | Drama

Diretor: Keishi Ohtomo.

Roteristas: Kiyomi Fujii, Keishi Ohtomo e Nobuhiro Watsuki.

Elenco: Takeru Satô, Emi Takei, Munetaka Aoki, Kaito Ohyagi, Yû Aoi, Tatsuya Fujiwara, Yôsuke Eguchi, Maryjun Takahashi, Ken'ichi Takitô, Ryûnosuke Kamiki, Tao Tsuchiya, Yûsuke Iseya, Kazufumi Miyazawa, Yukiyoshi Ozawa, Ryosuke Miura, Min Tanaka, Masaharu Fukuyama, Tomomi Maruyama, Nayuta Fukuzaki e um monte de gente que só fez figuração. :P.





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