31.12.16

[NerdTop] as 5 coisas mais ESCROTAS da Trilogia Prequel de Star Wars


Postado em: 13/12/2009.
Atualizado em: 31/12/2016.

Com Rogue One: Uma História Star Wars (Rogue One, 2016) fazendo um grande sucesso de público e critica, a Disney conseguiu algo que nem mesmo George Lucas obteve exito: o de produzir um prequel decente para a trilogia clássica de Star Wars.

Como já existem muitos blogs e sites que já produziram excelentes criticas sobre o filme, nós do Nerdologia Alternativa resolvemos seguir por outra linha, falando justamente das prequências que não deram certo. :D

No último artigo de 2016, vamos relembrar aqui as 5 coisas mais ESCROTAS da Trilogia Prequel de Star Wars, totalmente dirigida e zuada por George Lucas. E como vocês podem ver, esta é uma versão atualizada e melhorada de um texto antigo de nosso acervo.



5. Ser um Jedi não é TÃO legal assim

Anakin e sua cara de chorão.
Quem aqui nunca quis combater O MAL com um sabre de luz ao assistir Star Wars?

Uma coisa que os filmes clássicos fizeram com maestria foi mostrar, de uma forma até romântica, o que significava ser um Jedi. Além de contar com a Força para realizar grandes feitos como tirar X-Wings dos pântanos de Dagobah e enganar Stormtroppers de mente fraca, o Cavaleiro Jedi ainda podia contar com a arma mais elegante do universo.

E mesmo com o eventual risco de se perder uma mão, ser um Jedi parecia ser muito legal.

Com a Trilogia Pequel, veio a série animada das Guerras Clônicas (Star Wars: Clone Wars, 2003-2005) de Genndy Tartakovsky, que mostrou o quanto os Jedis eram poderosos. Nunca me esqueço do episódio onde o Mace Windu encara SOZINHO um exército de droids.

Contudo, quando passamos a ver com mais atenção os longa metragens da era Anakin Skywalker, vemos que os Paladinos Supremos da Força...são em sua maior parte um bando de buchas. O__O

Ook, o período histórico abordado pelos filmes mostra justamente o momento da queda dos Jedis, mas tem membros do Alto Conselho com mortes que simplesmente beiram o RIDÍCULO. Como um mestre de alto nível me perde para um bando de "projetos de stormtroppers"? Será que só o Yoda aprendeu a pressentir o perigo e o caos através da Força?

Outra porrada que as prequências fizeram questão de nos dar foi nos requisitos para se tornar um  Jedi. Esqueça todo o lado romântico apresentado pelos filmes de Luke Skywalker, pois ser um guerreiro a serviço da Força é um saco. Para se tornar um, é necessário abdicar de sua vida e família para viver confinado em um templo durante anos. Além disso, um verdadeiro Jedi precisa ter um controle perfeito sobre suas emoções, ou seja, não pode sentir raiva, medo, tristeza e muito menos AMOR, pois TUDO leva ao Lado Negro.

Porra, isso é praticamente um celibato, só que ainda mais agressivo. :P


4. Personagens Mal Aproveitados

Darth Maul, entrou mudo e saiu calado.
Star Wars sempre contou com uma gama de personagens interessantíssimos, e com suas prequências não foi diferente. Além de figuras já conhecidas como Obi-Wan Kenobi e Yoda, a segunda trilogia contou com nomes como Qui-Gon Jinn, Darth Maul, Mace Windu, Jango Fett, Conde Dooku (O_O) e o General Grievous.

Contudo, enquanto os filmes clássicos souberam extrair o melhor de seus personagens com exceção do Boba Fett :P, os prequels fizeram um péssimo aproveitamento. O caso mais clássico é o Darth Maul, que na época do Episódio I era vendido como o novo Sith que tocaria o terror em toda galáxia. Mesmo protagonizando uma das melhores lutas de sabre de luz da franquia, o vilão chifrudo foi precocemente descartado ainda no primeiro longa metragem.

Há rumores de que George Lucas ficou com muito receio da popularidade do vilão superar a do próprio Darth Vader, e por conta disso, reduziu a  participação do personagem na história. Inclusive, acredito que o Conde Dooku (sério, devia ter brasileiro trabalhando na LucasFilm) foi criado justamente para preencher o vazio deixado pelo Maul.

A grande maioria desses personagens – incluindo até mesmo os principais e alguns secundários – só conseguiram ser aproveitados e até mesmo desenvolvidos graças aos dois seriados das Guerras Clônicas. Até mesmo personagens que haviam sido descartados como Qui-Gon Jinn (que surge como fantasma da força em alguns episódios) e Darth Maul (que assim como Jamanta não havia morrido e volta para aterrorizar os mocinhos) reaparecem com participações relevantes no seriado.

Só mesmo Jango Fett que se lascou nesta brincadeira. Isso realmente deve ser coisa de família.


3. Midi-Chlorians

Quer se tornar um Jedi? Clique aqui.
A Força foi um dos grandes conceitos introduzidos pelo universo de Star Wars a cultura pop. Segundo o maior mentiroso da galáxia Obi-Wan Kenobi, a força é um campo de energia onipresente criado por todas as coisas vida. Ela nos cerca, nos penetra e mantém a galáxia coesa. É através dela que Jedis e Siths obtém seus poderes.

Fazendo uma rápida analogia, a Força está para Star Wars assim como o Cosmo está para Cavaleiros do Zodíaco e o Ki está para Dragon Ball. São poderosas energias da qual os indivíduos que possuem afinidade são capazes de realizar grandes feitos. Contudo, o que diferencia a Força das demais é justamente a maneira como ela é abordada, especialmente na trilogia clássica. Os diálogos em que ela está presente normalmente carregam um forte cunho espiritual, místico e até mesmo filosófico.

Além disso, mais do que gerar discussões e livros, o conceito deu origem inclusive a uma RELIGIÃO. Ou seja, George Lucas trouxe para sua criação um conceito poderosíssimo.

Pois bem, eis que no final da década de 90, Lucas precisava elaborar uma desculpa para explicar o porquê um garoto que atua mal que vivia na puta que pariu onde o Judas perdeu as botas em Tatooine teria uma grande afinidade com a Força. Foi aí que o nosso genial cineasta teve mais uma de suas "brilhantes” ideia: os Midi-Chlorians.

Midi...o que?

Bem, Midi-Chlorians são bactérias que possibilitam ao hospedeiro a manipulação da Força. Quanto mais desses organismos um ser vivo possuir, mais fodão ele será maior será a harmonia com com a Força. Logo, ser um Force User não era uma questão de crença, mas sim de quantas bactérias se tem no corpo.

Com esta explicação, George Lucas não só conseguiu cagar com o maior diferencial do conceito que ele mesmo trouxe como também jogou uma "pá de terra" em todas as discussões sobre o tema ao longo dos anos.

Parabéns Campeão.


2. Anakin Skywalker, de serelepe a garoto enxaqueca

"I'm acting."
Quando o Sr. George Lucas começou a produzir a sua Trilogia Prequel, a sua intenção – além de engordar ainda mais sua conta bancaria – era contar como Anakin Skywalker, um jovem e promissor Cavaleiro Jedi, sucumbiu ao Lado Negro da Força, tornando-se o vilão Darth Vader.

Mais do que contar a gênese do seu grande vilão, o grande desafio de Lucas era apresentar aos fãs o homem que estava por trás daquela máscara negra.

Desafio na qual ele falhou miseravelmente.

O primeiro grande erro do cineasta foi na escalação dos atores que viveram Anakin. Jake Loyd, que viveu o jovem Anakin no Episódio I, mas parecia que estava se divertindo em uma colônia de férias temática do que atuando em um filme (e olha que o moleque já havia feito um filme com o Schwarza antes). Já Hayden Christensen, que interpretou o personagem nos Episódios II e III, conseguia ser tão expressivo quanto uma fusão entre Steven Seagal e Ricardo Macchi.

Além das péssimas escolhas de elenco para seu personagem central, Lucas conseguiu errar também na forma como abordou Anakin nos três longas metragens. No Episódio I, Skywalker é apresentado como um moleque serelepe e prodígio: ele manja de mecânica (constrói o C-3PO usando sucata), vence uma corrida de pod-racers, ajuda os mocinhos destruindo SOZINHO a base de controle dos droids, grita "Yippee" quando está feliz... e claro, possui mais midi-chlorians o caralho bactérias no corpo que o velho goblin verde.

No Episódio II e III, Anakin não é mais um garoto feliz que resolve todos os problemas. Por outro lado, ele passa agir como um adolescente mimado e birrento que só abre a boca para reclamar dos outros. Sério caros leitores, a versão de Christensen é tão insuportável, mas tão insuportável, que você chega a ter saudades da versão serelepe torcer para Obi-Wan chuta-lo para dentro do rio de lava em Mustafar e assim causar um paradoxo temporal.

Seria muito melhor que isso acontecesse do que ver esse moleque birrento se transformar em Darth Vader.


1. George Lucas como Diretor da Trilogia

O culpado de tudo.
Não é segredo para ninguém que George Lucas não é um grande diretor.

Apesar de ter feito um grande trabalho em Uma Nova Esperança, a sua direção apresentava várias deficiências, especialmente na direção de atores. Um exemplo visível dessa deficiência está no próprio Darth Vader. Enquanto no filme dirigido por Lucas o vilão fala em um tom elevado de voz e abusa nos gestos e poses, nas mãos de Irvin Kershner o vilão gesticula bem menos e tem um tom de voz muito mais moderado.

Nem preciso dizer qual das duas versões virou referência, né?

Quando decidiu colocar em prática a saga sobre o pai de Luke, dizem os rumores que Lucas até chegou procurou outros nomes para ocupar o cargo de diretor. Mas no fim das contas, ele acabou optando por assumir a direção dos três filmes.

Imaginem o seguinte, ele não dirigia um filme a cerca de VINTE ANOS. Sim, o seu último filme havia sido justamente o Episódio IV. Mesmo estando ativo dentro da indústria produzindo vários filmes (merdas em sua maioria) e ajudando em roteiros (como no caso dos filmes do Indiana Jones), George ficou durante duas décadas sem mexer em uma câmera.

Ou seja, quando ele começou a trabalhar com o Episódio I, estava totalmente “enferrujado”.

Se a sua direção não evoluiu desde 1977, o mesmo não se pode dizer de suas deficiências. Nos três prequels em que esteve a frente, Lucas trabalhou com gente do calibre de Ewan McGregor, Natalie Portman, Samuel L. Jackson, Christopher Lee, Liam Neeson. Mesmo contando com um elenco talentoso, além de falhar em extrair o melhor de cada profissional, em alguns casos ele conseguiu piorar no rendimento do seus astros, como foi o caso da perdida Natalie Portman. Se com os bons atores ele conseguiu esta façanha, imagine com os péssimos. :P

Foram também das mãos de Lucas que saíram as PIORES cenas já filmadas para a franquia. O que dizer das sequências “românticas” entre Anakin e Padmé no exílio, onde eles inclusive discutem política? E as fantásticas participações de Jar Jar Binks? E o que dizer da PIOR CENA já protagonizada por Darth Vader?



É...ainda bem que Star Wars foi mesmo para a Disney. :P


E o Hour Concur vai para...

"Mestre, por que temos que aturar esse idiota?"
...a bosta do Jar Jar Binks.

Imaginem o Pateta (Goofy), só que saído diretamente da cabeça de George Lucas após ele produzir Howard, o Super-Herói (Howard the Duck, 1986).

Esse é Jar Jar Binks, o maior tiro pela culatra criado pelo barbudo.

Após C3PO, R2-D2 e os Ewoks (os ursinhos carinhosos do mal de Retorno de Jedi), o diretor queria criar para os seus novos filmes um personagem que fosse um alivio cômico e que agradasse as crianças. E foi nesse ímpeto que ele criou o famigerado Jar Jar, um Gungan palerma e atrapalhado que sempre se mete em confusões.

Contudo, mesmo sendo praticamente uma versão "de uma galáxia não muito distante" do Pateta, Binks não possui 1% do carisma do amigão do Mickey e consegue ser absurdamente irritante. Sério caros leitores, praticamente todas as roubadas em que ele se mete são extremamente forçadas. Tanto que em certos momentos, Jar Jar mais parece um ser um "Joselito espacial" do que um sujeito realmente aparvalhado.

Nos filmes, Jar Jar Binks só teve uma participação mais ativa amém no Episódio I. Apesar de ter gostado do personagem, Lucas percebeu a reação negativa do público. Por conta disso, limitou a participação do alienígena nos filmes seguintes, onde ele sequer possui diálogos amém.

Sinceramente, nessa história toda o menos culpado é Ahmed Best, o ator que fez a captura de movimentos e a voz do personagem. Ele interpretou Jar Jar daquela forma pois foi justamente aquilo o diretor (vocês sabem quem :P) pediu para que ele fizesse. Talvez nas mãos de um cineasta mais competente, o personagem pudesse ser realmente um alivio cômico mais interessante.

Mas isso daqui não dá para tolerar.



E o que me deixa mais impressionado é que o George Lucas realmente GOSTOU do resultado final, o que por si só já é um absurdo. O_O

PORRA GEORGE LUCAS!!!


E a posição Meia Boca deste Nerdtop vai para...

Ai sim algo que George Lucas fez bem nessa bagaça.
...a melhor cena de luta de sabres de luz de toda saga.

Siiiiim meus caros leitores, se houve algo que George Lucas conseguiu acertar em seus filmes mais recentes foi na batalha final de Episódio I, onde, Quin-Gon Jinn e Obi-Wan Kenobi enfrentam Darth Maul. O confronto entre os heróis e o vilão é facilmente uma das melhores sequências da saga Anakin Skywalker.

Aliás, a batalha é tão bem dirigida e coreografada que é sem sombra de dúvida um dos melhores combates de lightsabers já filmados. Outro ponto que torna esta sequência emblemática é a música Duel of Fates, uma inspiradíssima composição do mestre John Williams.




Obviamente que a luta não possui a mesma carga dramática dos confrontos entre Luke e Vader, mas em questão de coreografias e ação, até o momento não tivemos nada nos filmes que supere esse combate.


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8 comentários:

Edu Aurrai disse...

Cara, não vou ler o post, e vou chutar o hours concours, Jar Jar Binks. Pronto, agora vou ler e já volto.

Edu Aurrai disse...

Marcel, meu camarada, multi foda o post. Então, realmente Qui Gon foi um dos melhores personagens junto com o Conde Dooku, e nisso os atores ajudaram muito. A luta de sabre entre QGJ, Ben Kenobi e Darth Maul é simplesmente a melhor em toda a nova trilogia, se não a melhor em todos os filmes. E apesar de ser apenas um padawan, era o Obi Wan cacete! hehehe

O Hayden é ruim, tá, mas tipo, eu até sinto que não tanto assim, se for analisar a fundo o Mark Hamill também não era grandes coisas, o foda é o Hayden tinha toda a carga para levar do personagem e isso ferrou geral.

E quanto a previsão. EU SABIA QUE IA ACERTAR! hahahahahaha , cara, que personagem PODRE! Nem os Ewoks coseguem ser tão chatos! E esse vídeo do frango robô quase me fez cair da cadeira de tanto rir.

Parabéns brow!

Ana Letícia disse...

Anakin Skywalker é irritante! (personagens estrelinhas são irritantes, vide também Harry Potter).

Julian disse...

pois eh
os 3 filmes mais recentes são bem meia boca, bons efeitos especiais e nada mais =/ ah sim se salva por causa de todo o mundo/história de star wars q tem por trás...

Daltron disse...

Só pra avisar: tá passando na Band toda a série Star Wars em ordem "cronológica". Todo domingo. Td bem q é dublado, mas tá lá pra quem quiser ver ;)

Lívia disse...

cara, tão cara dia melhores seus posts.
tão bem completos e bem comentaados o.o
parabeeens, Marcel o//

Julian disse...

concordo com o post acima =)

Rafael M disse...

mas vale lembrar que o george lucas não cria muitas das coisas do universo star wars.
exemplo: o proprio general greevious foi criado por uma equipe que recebeu a seguinte ordem de George Lucas: "eu quero um general andróide"
XD

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