8.2.18

[NerdTop] Os 10 fatos mais DESAGRADÁVEIS em Dragon Ball Super


Pois é caros leitores, depois de um ano sem postagens novas, estou de volta a ativa e com um artigo totalmente inédito. :)

Após passar por um período complicado de muito serviço e de problemas com uma tendinite, hoje trago a vocês mais um NerdTop sobre Dragon Ball. Aproveitando que o 4º anime da franquia está chegando ao fim na verdade, quando surgiu a noticia eu já estava escrevendo este texto, o artigo de hoje traz uma lista com Os 10 fatos mais DESAGRADÁVEIS em Dragon Ball Super.

E apesar do titulo, gostaria de deixar claro que eu gosto da série.


10. Paradoxo com Material Original

"Bulma, você sabia que essa nossa conversa pode ferrar com a cronologia?"
Dentro da cronologia de Dragon Ball, a fase Super acontece durante o intervalo de dez anos compreendido entre a derrota do Boo DO MAL (8 de Maio Ano 774) e o 28° Torneio de Artes Marciais (7 de Maio Ano 784), onde Goku conhece Uub.

À primeira vista a ideia do novo anime/manga é extremamente promissora. Afinal de contas, estamos falando de uma década não explorada pelo Akira Toriyama, um espaço de tempo onde é possível criar novos personagens e novas histórias sem comprometer a integridade da obra original, correto?

Bem...mais ou menos.

Acontece que no arco do 28º Torneio de Artes Marciais, o próprio autor estabeleceu alguns fatos relevantes que aconteceram durante este intervalo temporal. Um dia antes do Torneio (6 de Maio Ano 784), temos um diálogo entre Goku, Bulma e Vegeta onde é revelado que os personagens não se encontravam havia CINCO anos (vejam o capítulo 518 do manga e o episódio 289 de Dragon Ball Z).

Além disso, somos apresentados a duas novas personagens: Pan (a filha de Gohan e Videl) e Bra (a filha caçula de Bulma e Vegeta). Segundo a cronologia de Dragon Ball, a neta de Goku nasceu em 779 (durante o torneio é revelado que ela possuía apenas 4 anos) e a filha de Vegeta em 780 (sua idade não é comentada durante o torneio).

Pois bem, em Dragon Ball Super o nascimento de Pan aconteceu durante o início do segundo arco (Renascimento de Freeza) enquanto o de Bra no quinto arco (Torneio do Poder). Logo, todos as sagas compreendidas entre essas duas tramas ocorreram entre os Anos 779-780. Mas espera um pouco...se considerarmos os cinco anos em que Goku ficou sem visitar seus amigos - 6 de Maio de 779 à 6 de Maio de 784 – grande parte das tramas de DBS estaria acontecendo justamente nesse período. Ou seja, temos aí uma PUTA INCONGRUÊNCIA com o material original

Ok, esse paradoxo pode muito bem ser “consertado” através de um retcon no arco do 28º Torneio de Artes Marciais. Contudo, isso não veremos em Dragon Ball Super já que a trama principal da série será finalizada após o Torneio do Poder.

O jeito é esperar pelos próximos planos da Toei Animation com a franquia.


9. Os Inexistentes Efeitos do Tempo

"O Tempo não para..." a não ser para Trunks e Goten.
Não sei se vocês perceberam, mas em nenhum momento da animação escutamos o famoso “e X anos se passaram em um abrir e piscar de olhos”.

Pois é caros leitores, enquanto nas séries originais (DB e DBZ) existia uma preocupação com a passagem de tempo entre as tramas principais, DBS simplesmente está cagando para isso parece não se importar com isso. Se não fosse por conta de eventos já estabelecidos na cronologia – os nascimentos de Pan e Bra – não faríamos ideia do período em que o anime/manga se passa.

Porém, informar a passagem de tempo ao espectador não foi a única coisa que a série deixou de se preocupar.

Dragon Ball Super parece também ignorar os efeitos do tempo em alguns de seus personagens, mais especificamente os mais jovens. Goten e Trunks, por exemplo, continuam com a mesma aparência de moleques de 7/8 anos que possuíam na Saga Boo. Aliás, eles continuam agindo como duas crianças de 7/8 anos. E detalhe: quando Bills apareceu na Terra,  passaram-se pelo menos 4 anos da derrota do demônio chiclete rosado.

Outra que parece sofrer da síndrome de Peter Pan é Marron, a filha de Kuririn não estamos falando de sua ex-namorada gostosona. Quem vê a garota imagina que ela tenha 3 anos de idade...só que essa era a idade que ela tinha no arco Majin Boo. No Super, a menina tem entre 7-9 anos, mas continua sendo retratada como uma criança de colo. O__O

A propósito, o próprio Kuririn aparenta estar mais rejuvenescido na série.

Será que o Dr. Gero colocou algum elemento radioativo na Nº 18 que retarda o envelhecimento? :P

Sinceramente, não sei se isso é descuido de character design ou uma mera decisão da alta cúpula de executivos da Toei...mas isso não me agrada em nada. Para quem acompanhou o crescimento de Goku ao longo das sagas criadas pelo Toriyama, é desanimador ver uma das características mais legais de Dragon Ball sendo deixada de lado.

Curiosamente, os únicos personagens que parecem realmente ter envelhecido são Gohan e Videl. Em compensação, enquanto a filha de Mr. Satan foi relegada ao time dos coadjuvantes de terceiro escalão, o filho de Goku é uma das maiores decepções do anime.

É...envelhecer é uma bosta.


8. A Adaptação de “A Batalha dos Deuses”

Goku vs Bills, uma aula de artes marciais.
Muitos fãs torceram o nariz, mas eu gosto muito de Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses (Doragon Bōru Zetto: Kami to Kami, 2013). Além de ser o primeiro longa-metragem canônico da franquia, a produção equilibra muito bem os momentos de humor com os de porradaria e ainda nos entrega dois novos personagens, o Deus da Destruição Bills e o seu Assistente/Mestre Whis. Ok, admito que possuo algumas ressalvas com o nível “Deus Super Saiyajin”, mas nada que estrague a experiência.

Com o projeto de DBS engatilhado, Toei Animation decidiu que o primeiro arco da série seria justamente uma adaptação do longa em questão. Embora seja uma solução bem preguiçosa (e safada), ao menos seria uma garantia de que o anime iniciaria com uma boa história.

Mas não foi o que aconteceu.

O estúdio errou a mão em sua adaptação. O produto final deu uma esticada desnecessária na trama, distribuindo o conteúdo contido nos 85 minutos do longa em 14 episódios (ou seja, 280 minutos). Quem acabou sofrendo com isso foi a batalha final entre Goku e Bills, que se arrasta por quase 6 episódios (e a luta original só durava 15 minutos).

Entendo que a Toei quis aproveitar ao máximo o conteúdo de A Batalha dos Deuses. Agora, o que não entendo é a razão de cenas relevantes da obra original serem cortadas na transposição para o anime. Por exemplo, o diálogo onde a Gangue Pilaf explica seu rejuvenescimento foi inexplicavelmente limado (assim como todas as sequências que mostravam a queda de Trunks por Mai). Outro diálogo que sumiu foi a referência a Tarble, o irmão mais novo de Vegeta que aparece no especial Dragon Ball: O Retorno de Goku e seus Amigos (Doragon Bōru: Ossu! Kaette Kita Son Gokū to Nakama-tachi!!, 2008).

Contudo, o pior corte realizado pela adaptação foi retirar a insatisfação de Goku com a sua transformação divina. No longa, quando Bills pergunta a Goku se ele estava gostando de “ser um Deus”, o Saiyajin explica que não está feliz pois precisou da ajuda de seus amigos para atingir aquele novo nível de poder.

Ah, mas o que essa cena tem de tão especial?” – algum de vocês devem se perguntar. Essa sequência, meus caros leitores, é uma das poucas vezes que vemos o protagonista demonstrando o seu Orgulho Saiyajin. Essa é uma característica que já vimos diversas vezes sendo personificada por Vegeta, mas em pouquíssimas ocasiões pelo próprio Goku. De cabeça só me recordo quando Goku e Vegeta vão enfrentar Kid Boo e se recusam a usar os Potaras com a justificativa de que queriam enfrentar o vilão usando suas próprias forças.

No final eles acabaram precisaram de todo mundo para a Genki Dama, mas isso não vem ao caso. :P

Essa demonstração de orgulho ainda gerou um rápido diálogo entre o Saiyajin e o Deus da Destruição onde o “Maldito Jaspion Kakarotto” afirma respeitar o Príncipe dos Saiyajins por deixar o seu grande orgulho de lado em prol dos outros. A sequência completa não deve durar mais que 3 minutos, mas continha um peso enorme para o protagonista.

Mas em vez disso temos um Goku todo serelepe destruindo planetas enquanto troca socos com Bills.

Ahhh Toei...


7. Everybody Hates Majin Boo

"Pobre Majin Boo, não tem amigos, não tem ninguém."
Que Majin Boo é poderoso, isso ninguém aqui duvida. Antes do surgimento de sua contraparte maligna, ele tocou o terror no planeta e derrotou sem muitas dificuldades Dabura, o fracote Kaioshin, Gotenks (antes de atingir o SSJ3), Gohan e Vegeta (em sua forma Majin). Na ocasião, o único capaz de fazer frente ao gordinho rosado foi Goku com sua transformação de SSJ3.

Ao final da Saga Boo, o personagem passa a integrar o time dos mocinhos graças a Mr. Satan. E naquele ponto da história, o poder de luta do Sr. Boo (alcunha que passou adotar) só ficava atrás de personagens como Goku, Vegeta, Gotenks (como SSJ3) e Gohan. Ou seja, se tirarmos os saiyajins, ele é o personagem mais forte entre os heróis.

Se ele é tão poderoso, por que os roteiros de DBS insistem em criar desculpas para deixá-lo de fora?

Quando Freeza invadiu a Terra, Majin Boo estava dormindo. Quando Bills e Champa organizaram um torneio entre seus universos, Boo é eliminado antes dos combates começarem pois ele acabou dormindo na prova escrita. Quando Goku conseguiu selecionar todos os companheiros para participar do Torneio do Poder, ele é obrigado a procurar um novo lutador aos “45 minutos do 2º tempo” pois... BOO ESTAVA DORMINDO DE NOVO!!!

Pô, nem para ter criatividade nas desculpas?

O único momento no anime onde o personagem teve a sua chance de brilhar (e por algum milagre não estava dormindo) foi no mini-torneio preliminar que antecedeu o Torneio do Poder, onde Boo "brinca" com Basil do Universo 9. Entretanto, essa preliminar só existe na série animada já que no manga ela deu lugar a um free-for-all entre os Deuses da Destruição (que acabou sendo muito melhor, diga-se de passagem)
.
Embora pareça que exista um boicote ao amigo de Mr. Satan, a verdade é que os responsáveis pela história não fazem muita ideia de como usá-lo. O estúdio do gato-de-botas feliz, por exemplo, tem essa dificuldade desde Dragon Ball GT. Tanto que na época eles arrumaram um jeito de se livrar do demônio cor-de-rosa logo na primeira boa oportunidade que tiveram (Boo se fundiu com Uub em definitivo para que o garoto pudesse enfrentar Baby Vegeta).

E se considerarmos que os roteiros dos filmes recentes e os rascunhos iniciais das histórias a partir do terceiro arco são do próprio Akira Toriyama, é provável que nem o próprio autor da bagaça saiba como explorá-lo.

Por conta disso, o Sr Boo acaba sendo relegado a exercer apenas o papel de alívio cômico, o que convenhamos é um grande desperdício de potencial.

É realmente uma pena.


6. "Essa luta é perigosa para Goten e Trunks, mas você pode vir Mestre Kame!"

Quem precisa de um SSJ3 quando se tem o Mestre Kame? :D
Após ressuscitar graças a vontade do Toriyama as Esferas do Dragão, Freeza retorna a Terra mais uma vez em busca de vingança. Assim que a sua nave inicia o pouso no planeta, pouco a pouco os heróis da vez vão se encontrando enquanto partem ao local.

Tenshinhan comenta que pediu para Chaos e Yamcha não aparecerem pois era muito perigoso. Gohan conta que Bulma pediu para que ele não contasse nada a Goten e Trunks pelo mesmo motivo e também comenta que o Sr. Boo não ajudaria pois estava dormindo (arghhh). Já Kuririn deixou a Nº 18 em casa também por conta do perigo....mas faz questão de trazer o Mestre Kame. O_O

Sério galera, cadê a lógica disso?!

Você deixa de trazer lutadores mais poderosos com o argumento que será perigoso, mas leva um personagem que não entra em combate desde os tempos do Piccolo Daimao. Se essa bagaça é perigosa para Goten e Trunks (que conseguem se transformar em SSJ), imagina o quão mais ameaçadora é para alguém do nível do Mestre Kame.

E digo mais: com Goku e Vegeta treinando com Whis e com a mula do Gohan se esquecendo de como acessar os seus poderes ocultos (o popular nível Mystic), o personagem mais poderoso disponível no planeta é justamente o Gotenks SSJ3. Como é que em um grande momento de crise eles abrem mão de um recurso como esse?

Levar o Kame e deixar de fora Gotenks e a Androide 18 é como "levar uma faca para um tiroteio".

Entendo que uma das características mais legais do DBS é oferecer novamente um "lugar ao sol" a vários personagens vieram a perder espaço com o avançar da história. É muito legal termos novamente a chance de ver Kuririn, Tenshinhan, Nº 18, Nº 17, Piccolo, Freeza e até mesmo o Mestre Kame terem chance de se mostrarem relevantes mais uma vez.

Mas é necessário que haja coerência, caso contrário temos situações como essa.

Confesso que quando tive a ideia de escrever este texto, também pretendia criticar a escolha do Mestre Kame como um dos dez escolhidos do Universo 7 para o Torneio do Poder. Entretanto, ao observar que nas 40 horas entre a busca de integrantes e o início do torneio a grande maioria dos Universos não conseguiram reunir os seus lutadores mais poderosos (e de fato, a quantidade de buchas no torneio é enorme), a participação do Velhote ficou muito mais aceitável.

E mesmo sendo bizarro vê-lo trocando socos com o Freeza Série C Frost, ele teve uma participação digna na competição, conseguindo eliminar mais oponentes que Kuririn e Tenshinhan.


5. Trunks do Futuro, o menino prodígio

Trunks e a sua nova e inútil mais nova transformação: o Super Saiyajin Brilhoso. :P
Um dos pontos altos – e nostálgicos – da fase Super foi, sem sobra de dúvidas, o retorno de Trunks do Futuro Alternativo (Mirai Trunks). A primeira parte do arco onde acompanhamos os percalços que o personagem enfrentou nos últimos anos (como Babidi e Dabura) e o reencontro com seus antigos companheiros (12 anos após da Saga Cell) é muito legal.

Entretanto, os problemas começam a surgir na segunda metade do arco, quando temos os combates contra os vilões. Embora Trunks tenha ficado muito mais forte, ele não possui o mesmo nível de Goku e Vegeta para encarar Goku Black e o Kaioh renegado e chato pra caralho Zamasu. Mas para os roteiristas da série, ele precisava participar da porradaria afinal ele era uma das estrelas da história.

A solução foi fazer com que o personagem despertasse novas habilidades durante as batalhas. Inicialmente, a ideia até colou quando fizeram o primogênito de Bulma alcançar uma nova forma de SSJ2, o Super Saiyajin Rage. Contudo, com o surgimento do Super Saiyajin Rose (uma variação do Blue de Goku Black) que obriga Goku e Vegeta utilizar suas transformações divinas, essa variação de SSJ2 acaba ficando inútil para a situação.

Com Trunks novamente jogado para escanteio, o roteiro mais uma vez usou o artifício da nova habilidade. Só que o que havia ficado bastante natural com o despertar do SSJ Rage, soou extremamente forçado quando colocaram o personagem para aprender o Mafuba (a técnica do Mestre Kame para selar inimigos) através de uma “videoaula de Piccolo” gravada por Bulma em seu celular.

Ah, mas o Goku aprendeu o Kamehameha logo na primeira vez que viu o Mestre Kame realizando a técnica!

Verdade, só que Kakarotto (tentem ler isso sem a voz do Alfredo Rollo na cabeça) é um prodígio nas artes marciais, algo que o filho de Vegeta infelizmente não é. E mesmo com essa facilidade, o nosso protagonista precisou de um dia inteiro de treino com o Mestre Kame para dominar o Mafuba (originalmente, era ele que iria usar a técnica para selar Zamasu). E o rapaz executa com perfeição a técnica logo em sua primeira tentativa.

Só que o plano dá errado e o personagem mais uma vez se torna um espectador.

Se aprender uma técnica milenar por vídeo de celular e sem qualquer prática já não havia ficado bacana, a trama mais uma vez utiliza o artifício da nova habilidade...e dessa vez, quando tudo parecia perdido (Zamasu e Black fizeram uma Fusão Potara), Trunks faz uma GENKI DAMA com a energia dos sobreviventes da Terra e, canalizando-a na forma de uma espada, desintegra o inimigo.

Cara, que porra foi essa? O celular da Bulma também tinha um tutorial de Genki Dama? Ok, achei forçado ele aprender rapidamente o Mafuba, mas ao menos ele tinha visto a técnica, algo que jamais aconteceu com o recurso final de Son Goku. Tudo bem que faz sentido ser ele o responsável por dar um ponto final a ameaça, mas isso foi um baita de um DEUS EX MACHINA sem qualquer sentido.

E sabe o que é pior?

ZAMASU SOBREVIVEU!!!

Trunks aprendeu três novas habilidades para participar da batalha – cujo os métodos de aprendizado vão ficando cada vez mais pitorescos – para no final nenhuma delas funcionar. Se era para fazer essa lambança, era melhor ter deixado o personagem como suporte, algo que foi feito – e com muito mais competência – na versão do manga.


4. Freeza e seu treinamento supletivo

Freeza em seu treinamento Rocky Balboa. (by @dragongarowLEE)
Retornar com Freeza no papel de vilão não é algo novo em Dragon Ball. Na verdade, essa é uma estratégia um tanto quanto corriqueira já que antes do lançamento de Dragon Ball Z: O Renascimento de F (Dragon Ball Z: Fukkatsu no F, 2015), o coisa ruim já havia retornado em outras quatro oportunidades.

A mais célebre aconteceu em Dragon Ball Z: O Renascimento da Fusão - Goku e Vegeta (Dragon Ball Z: Fukkatsu no Fusion!! Gokuu to Vegeta, 1995), onde ele é derrotado por Gohan (em sua forma Mystic) com APENAS UM SOCO. Essa derrota – além de humilhantemente engraçada – é bastante significativa. Embora tenha sido um inimigo terrível, o Ditador Galáctico não seria mais uma ameaça aos heróis já que todos ficaram muito mais fortes desde a sua morte.

Considerando que o seu novo retorno aconteceria 5 anos após a derrota do Boo DO MAL, como fazer com que ele se transforme novamente em um grande tormento na vida dos mocinhos?

Simples, é só colocá-lo para treinar durante quatro meses e está tudo certo.

É... essa foi a solução do próprio Akira Toriyama.

Segundo o próprio autor, Freeza era um prodígio pois ele possuía um grande poder mesmo sem nunca ter treinado um dia sequer na vida. Logo, o que aconteceria se ele resolvesse treinar a sério?

O roteiro de Toriyama faz inclusive questão de mostrar que o vilão esteve parado nos últimos 15 anos. Ou seja, ao contrário que foi mostrado em Dragon Ball Z, ele não ficou aprontando altas confusões no inferno com Cell e muito menos assistiu o derradeiro confronto entre Goku e Kid Boo. Na verdade, durante todo esse tempo ele esteve preso em um casulo (parecendo uma Kakuna) sendo “torturado” por fadinhas e outros seres felizes.

Entendo caros leitores que a intenção do criador de Dragon Ball com esse filme (e posteriormente arco de DBS) era mostrar o quão incrível era o personagem. Mas na moral, isso tudo soa uma forçação de barra NÍVEL MAIS DE 8000.

Não acho ruim que Freeza seja um prodígio, afinal Goku também é. Contudo, mesmo sendo um prodígio, o próprio Saiyajin teve que ralar muito durante anos para atingir o seu nível atual. Se tivessem, por exemplo, colocado o vilão atingindo o nível do protagonista na metade do tempo de treinamento, seria um argumento muito mais viável de se aceitar.

Agora, querer convencer que em QUATRO MESES ele saiu do nível que tinha em Namekuzei para um nível onde seria capaz de dar tapa na cara mas com responsabilidade em um Deus da Destruição...aí é forçar a amizade.

A ideia desse treinamento foi tão cretina, mas tão cretina, que os roteiristas acabaram arrumando uma nova solução para fortalecer o personagem para o Torneio do Poder. A explicação utilizada foi de que mesmo preso novamente ao casulo, o vilão realizou um treinamento mental (através de meditação e concentração) que ajudou a fortalecê-lo e a suportar as "torturas" dos seres felizes DO MAL.

E sim, isso é muito mais fácil de engolir do que aquele treinamento supletivo.

Agora imaginem se o Cell, que tem células do Freeza e dos Saiyajins, resolve treinar durante uma semana?

Prepara o toba Se cuida Bills.


3. Uma decepção chamada Son Gohan

Crescimento profissional em um Shonen não parece ser um bom negócio.
Nos cinco anos compreendidos entre derrota de Boo e a ressurreição de Freeza, Son Gohan sofreu uma verdadeira transformação. Nesse meio tempo ele terminou os estudos, tornou-se um pesquisador, casou com Videl e se tornou papai. Entre os personagens principais da série, nenhum cresceu tanto na vida quanto ele.

Se no lado pessoal e profissional o primogênito de Son Goku e Chi-Chi evoluiu, o mesmo não se pode dizer das artes marciais.

Para o desespero de seus fãs, a sua participação na luta contra Freeza é vergonhosa. Enquanto na versão do longa-metragem ele é nocauteado pelo vilão (em sua primeira forma) com APENAS UM SOCO karma is a bitch, no anime ele (como SSJ2) só não é morto pelo antagonista (em sua primeira forma...de novo) graças a seu pai Piccolo, que acaba se sacrificando (DE NOVO) para protegê-lo.

Tanto na versão cinematográfica quanto na televisiva, a derrota de Gohan é bizarra. E as coisas conseguem ficar ainda mais estranhas quando Goku, sem precisar se transformar em Super Saiyajin, consegue encarar na boa o inimigo em sua antiga forma final. O_O

Ok, fazer com que Freeza vencesse o discípulo de Piccolo com facilidade era um dos recursos do roteiro para mostrar o quão forte ele havia ficado. Só que todos sabemos que ele possuía poder suficiente para não ser vencido dessa forma. Existe inclusive uma HQ feita por um fã mostrando exatamente esta possibilidade, com o Meio-Saiyajin atingindo seus poderes ocultos (nível Mystic) e mostrando para o vilão que as coisas não seriam fáceis.

Embora estranha, os roteiristas da série criaram uma explicação convincente para a derrota: como nos últimos cinco anos ele não havia treinado um dia sequer, suas habilidades de combate estavam “enferrujadas”. E como há males que vem para o bem, após a humilhação sofrida, o personagem resolve voltar a treinar, algo que encheu de esperanças o coração de seus fãs.

De fato, no anime (isso não é abordado no manga) vemos Gohan ocasionalmente treinando com Piccolo. Contudo, mesmo com seu retorno aos treinos e eventualmente redescobrindo como acessar seus poderes ocultos, o seu desempenho em lutas continuou ridículo. No Torneio do Poder, em nenhuma das lutas em que participou o personagem passou segurança, mesmo quando seus adversários eram claramente mais fracos do que ele.

No fim, o personagem acabou sendo eliminado do Torneio levando Dypso do Universo 11 consigo. Para quem alimentava esperanças de ver o "nobre bacharel" ajudando Goku e Vegeta a enfrentar os pesos pesados Toppo e Jiren, vê-lo sendo eliminado antes de Freeza e do Nº 17 foi tremendamente frustrante.

É incrível escrever isso, mas ao mesmo tempo que Gohan é a pessoa que mais evoluiu como indivíduo, ele também é o personagem mais decepcionante de Dragon Ball Super.


2. A “Queda” do Super Saiyajin Blue

Super Saiyajin Blue e o chão, uma história de amor.
Ao ser apresentado em O Renascimento de F o Super Saiyajin Blue - o primeiro nível de Super Saiyajin do modo Deus Super Saiyajin – seguiu exatamente a cartilha de demonstração de toda nova transformação de Super Saiyajin: o inimigo da vez toma uma bela de uma piaba. No longa-metragem, mesmo com todo o poder de seu treinamento supletivo, Freeza e sua forma dourada não foram páreos para Goku e Vegeta no modo Blue.

Embora haja um certo “probleminha” (como veremos na próxima posição), a impressão deixada pelo novo nível de SSJ – apesar da aparência nada criativa - foi muito positiva. Tanto que durante algum tempo, o principal debate entre os fãs da franquia era “qual é a transformação mais poderosa, SSJ4 ou SSB?(atualmente o debate é “quem é o pai de Gohan, Goku ou Piccolo?”).

Isso claro até o surgimento de Dragon Ball Super.

Quem acompanhou a história do filme pela sua adaptação para a série animada, viu algo totalmente diferente. Mesmo com a sua nova transformação, Goku sofreu nas mãos de Freeza. Se fosse um combate por pontos (nos moldes do Boxe e do UFC), o protagonista teria perdido de LAVADA para o vilão. Espera um pouco, esse combate não era justamente para mostrar o quão poderoso é o Super Saiyajin Blue?

E não para por aí.

Nos arcos seguintes, o Blue não foi o suficiente para que os Saiyajins encarassem oponentes como Hit, Black e Zamasu. Tudo bem que estamos falando dos principais inimigos de suas respectivas sagas, mas o caso é que o nível divino de Super Saiyajin mal surgiu e já ficou ultrapassado.

Para quem acompanha o manga, vê claramente que a abordagem do SSB é totalmente oposta à do anime. Enquanto nos quadrinhos a transformação é tratada como “um recurso poderoso, mas que precisa ser melhor lapidado”, a série animada trata o nível como se fosse “mais uma transformação no meio de várias”.

Com a ideia do Instinto Supremo (Ultra Instinct), os roteiristas parecem simplesmente ter ligado o foda-se parado de se importar com o Blue. Tanto que mesmo com a transformação, Goku protagoniza no arco do Torneio do Poder momentos bizarros como uma luta teste com o Nº 17 onde o androide em momento algum se sente acuado; duas surras para as Saiyajins dos Universo 6 que mal haviam alcançado o SSJ2 (detalhe, a primeira sova foi para uma Brolly Wannabe furiosa Kale usando apenas o SSJ convencional); e uma disputa de Kamehamehas contra Kuririn onde o careca consegue botar uma pressãozinha.

Porra Toei, mas o que é que vocês estão fazendo?

É bem verdade que como SSJ4, Goku tomou surras tão homéricas quanto as que levou como SSB. Só que em nenhum momento o GT sabotou o seu nível de SSJ algo que o Super insiste em fazer com o seu. Prova disso é que essas mesmas situações (surra para uma SSJ1, tomar pressão do Kuririn) são inimagináveis para um Super Saiyajin 4.

Portanto, se me perguntarem sobre qual é o nível de Super Saiyajin mais poderoso, hoje respondo sem hesitar: SSJ4 >>>>>> SSB.


1. A Maior Humilhação de Goku

"Kakarotto, eu sou seu pior pesadelo!"
Acredito que já deu para perceber que eu não gosto desse arco do Freeza.

Quando assisti ao longa-metragem, confesso que fiquei muito decepcionado, até porque estava com uma boa expectativa após A Batalha dos Deuses. Ao assistir à adaptação para a série animada (com a esperança que arrumassem os problemas do filme), a decepção ficou ainda maior já que conseguiram a façanha de piorar o que já era ruim.

E agora abordaremos a cereja do bolo de merda dos momentos desagradáveis proporcionados pela obra.

Durante o 1º treinamento no Planeta Sagrado, Goku acaba sendo repreendido por Whis (com um cutucão sneak-attack na costela) devido ao seu péssimo hábito em deixar a guarda aberta. E de fato, se observarmos dentro da historiografia do protagonista, esse é um defeito recorrente do lutador. Quem aqui não se lembra da final do 23° Torneio de Artes Marciais, onde o protagonista é gravemente ferido por Piccolo após acreditar que havia vencido a luta?

Até mesmo Kuririn já se aproveitou “sem querer” disso ao acertar uma pedrada em sua cabeça durante um momento de sossego.

Quando esse ponto fraco é relembrando pelo mestre de Bills, isso é um claro aviso ao espectador de que em algum momento da história Goku irá cometer esse erro em um momento crucial. E como o inimigo da história era Freeza, fazia todo sentido que um filho da puta canalha como ele fosse aquele que tiraria proveito dessa brecha.

E como era previsto, no clímax da trama Goku é gravemente ferido após abaixar a guarda...por um tiro de laser de Sorbet, um CAPACHO fracote de Freeza.

Isso mesmo, o homem que é capaz de trocar socos com o Deus da Destruição foi derrotado por um MERO CAPANGA!!!

Céus, que coisa broxante. :(

As duas versões dessa sequência são terríveis. Na primeira versão (a do filme), o protagonista é atingido enquanto estava transformado em Super Saiyajin Blue, também conhecida como a forma divina do primeiro nível de Super Saiyajin. Logo, se ele estava com um poder de um Deus, como é que uma mera arma de laser conseguiu feri-lo?

Já na segunda (a do anime), Goku está em sua forma normal quando é atingido. No entanto, há uma rápida cena onde Freeza combina com Sorbet para que ele atacasse o Saiyajin. Se considerarmos tudo o que conhecemos do vilão, isso não faz o menor sentido. Pedir ajuda a um subalterno que considera um inseto seria algo que orgulho do ex-Ditador não permitiria.

A verdade é que a única maneira dessa sequência ter ficado aceitável seria se o tiro de laser servisse como uma distração para Goku e o próprio antagonista aproveitasse a oportunidade para feri-lo. Sorbet ainda teria um grande papel na cena e Freeza mostraria mais uma vez o quão filho da puta ardiloso ele é.

Saber que isso foi escrito pelo Toriyama é desapontador.


E o posição Hour Concur vai para...

"Por que não fazemos o Vegeta usar uma chupeta? Isso vai ser muito engraçado!"
...Toei precisa de roteiristas melhores

Conforme já expliquei anteriormente, Dragon Ball Super conta com uma participação mais ativa de Akira Toriyama que, além de exercer o papel de supervisor, é o responsável por elaborar o rascunho inicial de todos os arcos. Esses rascunhos são nada mais que um “guia” com momentos chaves que aconteceram na história. De posse dos rascunhos, cabe ao time de roteiristas da Toei preencher as lacunas deixadas pelo autor, “conectando” um ponto chave a outro.

E é aqui onde reside o grande "calcanhar de Aquiles" da série.

Como puderam notar, a grande maioria dos itens apontados no artigo são problemas de roteiros. Alguns que inclusive poderiam ser sanados com meros ajustes. Por mais que o anime conte com o autor em seu time criativo – algo que DBGT não teve a mesma sorte – as soluções criadas pelos especialistas do estúdio em sua maioria são ruins.

E isso fica muito mais evidente graças ao manga. Toyotaro, mangaka responsável pela versão em quadrinhos, segue os mesmos rascunhos elaborados pelo criador de Dragon Ball. E mesmo com uma narrativa que chega a ser direta até demais em alguns momentos, o resultado final é INFINITAMENTE superior ao que assistimos no anime.

Um bom exemplo disso é o momento em que Goku vai recrutar o Androide 17 para o Torneio do Poder. Para convencer o Nº 17 a participar, o protagonista diz que a Nº 18 e Kuririn também iriam participar. Ao saber da participação de seu cunhado, o guarda florestal decide participar já que ele tinha uma dívida com ele por ter retirado a bomba do Dr. Maki Gero de seu corpo com um dos desejos obtidos pelas esferas do dragão.

Uma solução simples e muito eficiente.

O anime até dá uma leve pincelada quando 17 diz que possuía uma dívida com "alguém", mas fica nisso. Em vez de algo mais direto, a animação enrolou por dois episódios até que o Androide aceitasse o convite. E ele só resolve participar do torneio após o Saiyajin o ajudar a deter um grupo de criminosos aliens que tentaram roubar os animais da ilha protegida pelo ranger.

E esse é apenas um entre vários exemplos de como as soluções do mangaka são muito mais consistentes que as da série animada. Quem acompanha o anime mas não lê os quadrinhos, recomendo que faça esse exercício. Pode ter certeza caro leitor, você não vai se arrepender disso.

Com Dragon Ball Super terminando agora em Março, a existência de um nova série animada depende muito do sucesso do próximo longa metragem da franquia (com roteiro do próprio Toriyama). Caso a Toei resolva engatar a quinta série protagonizada por Goku e seus amigos, espero que o estúdio convide o Toyotaro para ajudar nos roteiros. Se isso acontecer, é bem provável que a qualidade dos textos e até mesmo das piadas melhore.

Até porque piadinhas do Vegeta usando chupeta e Goku "boca virgem" ninguém merece...a não ser os roteiristas de Dragon Ball Evolution.


E a posição Meia Boca vai para...

Freeza e Goku disputando quem irá cruzar primeiro a linha de chegada.
...o estilo de animação de Dragon Ball Super

Um dos pontos de maior controvérsia entre os fãs é a estrela da posição “Meia Boca”.

Mas como você pode deixar justamente isso fora da lista principal? Você não se incomodou com esse Dragon Ball Nutella?” – creio que algum de vocês deva estar dizendo isso.

Não.

Tanto que decidi inserir este tema nesta posição justamente para destrinchá-la a vocês, caros leitores, e tentar mostrar o motivo de eu não me incomodar.

Antes de começar a escrever este artigo, perguntei para uma amiga que é designer (formada pela UTFPR) o motivo do estilo de animação de DBS destoar muito das três séries anteriores (DB, DBZ e DBGT). A explicação que ela me deu foi muito simples: enquanto os artistas de 30 anos atrás contavam com técnicas e ferramentas muito mais artesanais, hoje os mesmos contam com uma gama de possibilidades e recursos que nasceram com o advento dos computadores. Dragon Ball Super está sendo animado através de técnicas de animação digital e isso acaba lhe conferindo um acabamento diferente de seus antecessores.

É bem possível que todo esse estranhamento fosse amenizado se a Toei tivesse optado por uma paleta de cores mais próxima das séries clássicas. Alguns artistas inclusive já fizeram isso, pegando algumas imagens do anime e inserindo as cores das paletas da fase Z. Particularmente, acho os personagens de Super meio “plastificados”, mas nada que chegue a me incomodar.

Outro muito criticado foi a péssima qualidade de animação de alguns episódios, sendo o 5º o caso mais emblemático. Olha, acho justo que os fãs exijam um produto com mais qualidade, mas ao contrário do que muitos acreditam, isso não é um problema exclusivo da série. Dragon Ball Z por exemplo possui vários episódios cuja animação parece ter sido feita nas coxas.

Goku Super Saiyajin Cachopa

Os guerreiros Z impressionados com a luta entre Cell e Goku.

Estou até agora tentando qual é a pose do Goku neste frame.
Isso acontece porque a Toei Animation tem a política de terceirizar os episódios de suas séries mais longas. Dependendo do orçamento investido, uma leva de episódios pode ser produzida ora pelos melhores animadores do Japão ora por profissionais menos gabaritados. O 5º episódio, por exemplo, foi feito por uma subsidiária do estúdio nas Filipinas, o que diz muito sobre a verba investida no episódio.

Por fim, existe ainda a questão da amenização da violência. Isso é claramente uma decisão de cunho comercial. Atualmente a Toei não produz Dragon Ball pensando apenas no mercado interno, mas também no externo. Ela sabe que possui um produto que é adorado fora das fronteiras do Japão, logo ela produz algo que seja muito mais fácil de vender a outros mercados.

Além de permitir que o produto possa ser exibido pela TV em mais faixas de horário, isso evita que a distribuidora efetue cortes mais grosseiros no produto, como foi o caso dos episódios finais de Inuyasha exibidos pelo Cartoon Network daqui.

É claro que eu adoraria ver uma animação mais retrô (ou até mesmo mais parecido com a arte da abertura do Dragon Ball Z Budokai 3) com um pouquinho mais de violência, mas isso para mim não é o mais importante em Dragon Ball. O GT além de violência contava com a melhor animação entre as três séries...e era um porre.

Apesar de todas as coisas desagradáveis listadas por aqui, DBS foi uma série divertida de se acompanhar. O que nos resta agora é torcer que para uma futura nova série a Toei não repita os mesmos erros que cometeu aqui.

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