17.8.20

[NerdTop] 10 Grandes Social Links da Série Persona


Pois é, meus caros leitores, depois de passar cerca de seis meses me aventurando nos jogos da série de JRPG Persona – quem segue o o nosso twitter acompanhou esta jornada –, era praticamente certo de que, cedo ou tarde, sairia um artigo sobre o tema.

Após divagar bastante sobre o que escrever, decidi elaborar um NerdTop sobre um dos pontos mais incríveis da franquia, as waifus os Social Links. Portanto meus amigos, no artigo de hoje conheceremos 10 Grandes Social Links da Série Persona.

Se preparem, pois o texto está gigante!


Antes de mais nada, gostaria de ressaltar duas coisas:

Primeiramente, a lista foi montada com base nos Personas que joguei, isto é, Persona 3 FES, Persona 4 e Persona 5. Sei que há Social Links em Persona 3 Portable e Persona 4 Golden que poderiam facilmente integrar o artigo, mas como optei por incluir apenas os S. Links presentes nas versões que tive acesso, esses outros acabaram ficando de fora.

É...não foi dessa vez, Shinjiro Aragaki e Tohru Adachi!

Por fim, ressalto que teremos spoilers de cada Social Link que compõe o texto. Caso você, meu nobre leitor, ainda não jogou algum dos games citados (ou nenhum deles o que mostra que você gosta mesmo do meu texto...ou provavelmente chegou aqui por acaso), já fique de sobreaviso

Chega de enrolação e vamos ao que interessa!


10. Tae Takemi (Death/Persona 5)

"Twenty, twenty, twenty, four hours to go...I wanna be sedated!"
Uma das coisas mais legais que os Social Links trouxeram para a série foi a possibilidade de iniciar romances. E no quesito interesses amorosos, Persona 5 é certamente o jogo com as opções mais variadas. Além das amigas do colégio, ainda é possível se envolver com uma professora que trabalha como maid à noite cof cof fetiche duplo cof cof, uma jornalista com problemas etílicos e de rejeição por parte do fandom, uma cartomante que te obrigará gastar 100 MIL IENES POR UMA PEDRA DE SAL, e, uma médica que parece uma vocalista de banda de Punk Rock.

Siiiim meus amigos... uma das opções de romance é uma médica com visual e atitude Rock n’ Roll. E ela ainda conta com um dos melhores Links do jogo.

FUCK YEAH!!!

Proprietária de uma Clínica Médica (que fica escondida em um beco) em Yongen-Jaya, Tae Takemi é a responsável pelo fornecimento dos principais acessórios e itens de cura no jogo. Sendo uma das primeiras coadjuvantes introduzidas na história, a doutora é apresentada como uma pessoa de reputação duvidosa, com rumores indicando que ela realiza exames poucos ortodoxos e que receita remédios caseiros bem estranhos. Para completar, em seu meio de trabalho, ela é conhecida pela alcunha “a Praga” (The Plague).

Na trama, sabendo da importância de remédios para a invasão do 1º Palácio do jogo (Castle of Lust), Morgana convence o protagonista Ren Amamiya a ir atrás de Takemi, na tentativa de obter alguns. Na clínica médica, ela se mostra bastante cética com os motivos apresentados pelo estudante, pois ele diz que são para ajudar nos estudos (mas convenhamos que é um motivo bem bosta). Em um primeiro momento, Tae chega a recusar o pedido. Mas, devido a insistência do rapaz, ela impõe um acordo: fornecerá os remédios que ele precisa, mas em troca ele deverá se tornar seu assistente, participando de seus testes para a elaboração de um novo medicamento.

E assim temos início do Confidant (em Persona 5, esse é o nome dado aos S. Links) do Arcana Death. Inicialmente, Ren serve de porquinho da índia (guinea pig) – uma forma carinhosa da doutora de chamá-lo de cobaia – para testar os efeitos colaterais do seu fármaco. Os testes iniciais sempre terminam com o jovem desmaiando por um motivo diferente, que é detalhado sempre com muito entusiasmo pela médica.

Com o avanço da trama, Tae revela ao protagonista a sua motivação com o desenvolvimento do remédio. Ela pretende finalizá-lo para salvar a vida de uma garotinha que sofre de uma rara doença. E esta doença é o grande motivo de sua má-fama.




Entre os fãs de Persona 5, Tae Takemi é uma das waifus mais queridas.

Além de ser uma mulher de atitude e super estilosa, é quase impossível não comprar a personagem após a sua história. Embora a sua fama como “a Praga” tenha a transformado em uma pessoa cínica a até mesmo insegura do seu potencial, em seu íntimo ela sabe que é capaz de salvar a vida daquela garotinha. Concluir o remédio é o que a motiva a suportar todas as consequências que a sua reputação lhe traz.

A partir do momento que o protagonista incentiva Tae a tratar uma outra garotinha doente (nível 4 do seu Link), passamos a conhecer o lado mais atencioso e doce dela. O sucesso no tratamento da criança acaba fazendo com que mais e mais pessoas passem a frequentar a sua clínica. Em um primeiro momento, ela acha isso muito irritante porque está atrasando o desenvolvimento do medicamento. Mas, por outro lado, volta a ter satisfação no exercício da sua profissão.

Tudo parecia caminhar bem na vida da doutora, até o momento que entra em cena o grande vilão de seu Confidant, o seu ex-chefe Shoichi Oyamada.

Sinceramente, não sei como este verme não ganhou um Palácio. O sujeito é tão escroto e sem escrúpulos quanto os principais antagonistas do jogo. Para começar, ele é o grande culpado pela péssima reputação da personagem. Ela integrava um grupo de pesquisa de um hospital universitário que buscava a cura para uma doença chamada Crawford-Ende. Visando sua autopromoção, Oyamada a retira da equipe e acelera a conclusão do medicamento a fim de usar em uma paciente, a pequena Miya. A criança acaba sofrendo uma grave reação ao remédio e para livrar a sua pele, ele jogou a culpa em Takemi.

Não satisfeito em destruir a reputação da médica, ao saber que ela tratou uma ex-paciente sua (a garotinha que Ren encorajou Tae a tratar), como represália ele faz uma visita ao consultório de Takemi e revela que Miya havia falecido e que isso era CULPA DELA. Essa revelação a deixa totalmente desolada, a ponto de fazê-la cogitar desistir de sua carreira.

Mas que desgraçado filho da puta, veja só você!

É lógico que o Joker dos Phantom Thieves of Hearts não ia deixar barato afinal ninguém mexe com a sua waifu, tanto que após aplicar uma surra pra lá de satisfatória na Shadow de Oyamada, não só descobrimos que o sujeito alimentava uma grande inveja pelo talento de Takemi como também Miya estava viva. Sim, era tudo mentira!

Ao descobrir que a menina ainda estava viva, Takemi recupera seu ânimo e foca suas forças na finalização do remédio. No final da história, ela não só consegue completar o fármaco como também recebe um convite para encabeçar um grupo de pesquisa no hospital onde Miya estava. E claro, ela conciliaria esse trabalho com a sua “clínica de beco”.

Este Confidant é uma história de uma pessoa que reencontra o prazer em sua profissão. E como disse a pouco, não tem como não comprar a personagem após acompanhar a sua jornada. Durante a trama, você torce para que ela consiga salvar a menina e para que seja reconhecida como a grande profissional que é. Não é à toa inclusive que muitos jogadores a escolham como o par romântico para Ren Amamiya - exceto por mim, que optei pela amizade nos dois gameplays que fiz.

É... quem sabe no Persona 5 Royal, Takemi.


9. Futaba Sakura (The Hermit/Persona 5)

Futaba pinta seu cabelo de laranja. E não é fake news!!!
Imagine alguém com as habilidades de programação de Lisbeth Salander de Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo, 2011) e de Freedie Mercury Falsificado Elliot Alderson de Mr. Robot (2015-2019). Muito bem, agora imagine esta mesma pessoa como um retro gamer, fã de animes e tokusatsus. Por fim, imagine uma adolescente “fofolete” com todas estas características.

Está é Futaba Sakura.

Filha adotiva de Sojiro Sakura, Futaba é uma das integrantes dos Phantom Thieves of Hearts. Sob o codinome Oracle (Navi na versão japonesa), ela exerce a função de navegadora durante as incursões da equipe ao Metaverso e de hacker no mundo real.

Embora conte com uma inteligência bem acima do normal e habilidades de infiltração de sistemas capazes de invadir o Pentágono usando um Pense Bem, seu filtro social é quase inexistente. Isso acaba gerando situações engraçadas, como dizer na lata que não sente “charme algum” vindo de Ryuji e seus constantes atritos com Yusuke, a quem “carinhosamente” apelidou de Inari. E isso, só porque ele ousou colocar seus action figures dos Phoenix Ranger Featherman R na pose das Forças Especiais Ginyu!!!

O passado da hacker é um grande contraste a este lado cômico que ela traz para a dinâmica do grupo. Dois anos antes dos acontecimentos de Persona 5, a garota viu sua mãe, cientista cognitiva Wakaba Isshiki, cometer suicido diante dos seus olhos ao se lançar na frente de um carro. Não bastando este trauma, ela ainda acabou SENDO CULPADA pelo suicídio da mãe graças a uma carta de despedida da pesquisadora encontrada pouco depois do trágico evento. Mentalmente destruída, Futaba abandonou o colégio e, após ser acolhida por Sojiro, passou a se manter trancada em seu próprio quarto. A culpa pela morte da mãe e o desejo de ser punida se tornaram tão grandes que ela acabou gerando o seu PRÓPRIO palácio no Metaverso.

Graças aos Phantom Thieves, Futaba - que havia os convocado justamente para puni-la - acaba enfrentando os seus próprios demônios. Ao perceber que a morte da sua mãe não havia sido algo natural e que a carta de suicídio foi forjada, a raiva de ter sido iludida faz com que ela desperte o seu Persona. Com o desaparecimento do seu palácio, ela decide se juntar ao grupo em busca de respostas para o incidente envolvendo Wakaba.

O Confidant do Arcana Hermit começa pouco tempo após a garota ingressar na equipe. Ela conta a Ren Amamiya que sente vontade de retornar ao colégio, mas sabe que não conseguirá enquanto não superar a agorafobia que acabou desenvolvendo graças a situação traumática que enfrentou. Inclusive, presenciamos uma crise de pânico da personagem em Akihabara por conta deste problema, no nível 1 do seu Link.

Baseado nas experiências com sua mãe, Futaba tem a ideia de montar uma lista de tarefas, onde cada item representa um obstáculo que ela deve superar para conseguir a sua reabilitação. Sabendo que a sua presença irá ajudá-la no processo, Ren resolve acompanhá-la em sua “quest”.


Tenho opiniões bastante divergentes sobre este arco.

Vejam bem, gosto muito da primeira parte deste Confidant, onde o foco está no transtorno de ansiedade da personagem. Quem já passou pelo problema (ou presenciou alguém passando) sabe o quão difícil é lidar com isso. O transtorno acaba impondo certos limites que, dependendo do grau da doença, acaba impedindo a pessoa de fazer coisas simples, como ir a uma loja ou até mesmo sair da cama.

O grande barato na forma como o assunto é abordado, é que ele mostra como a ajuda de terceiros é importante para lidar com esta condição. Quando está sozinha frente as situações desconfortáveis, Futaba simplesmente trava. Contudo, quando o protagonista está ao seu lado, isso não só deixa a situação mais leve como também permite que ela se solte um pouco mais, algo que não conseguiria sozinha.

Além disso, a trama é conduzida de maneira leve e divertida. Quando se sente mais à vontade, Futaba mostra o todo seu nerd power, sempre mandando referências bem humoradas de jogos e de filmes, que deixariam o Capitão América orgulhoso. E falando em humor, é necessário destacar o nível 4 do Confidant, onde ela e Ren se encontram com Yuuki Mishima no Diner em Shibuya. Na moral meus caros leitores, este é um dos momentos MAIS HILÁRIOS do jogo!!!

Na segunda parte da história, o foco acaba se voltando para o passado escolar da navegadora. Ali não só temos a confirmação de que ela era vítima de bullying - algo que é pincelado durante a visita ao Colégio Shujin (nível 3) – como também a introdução do drama envolvendo Kana, a sua única amiga durante o ensino fundamental, cujos pais a obrigam vestir “fantasias estranhas” para vender as fotos...

Particularmente, tenho alguns problemas com esta segunda etapa. Até acredito que explorar a época escolar de Futaba seja de grande ajuda para compreendermos o seu comportamento atual. O que me incomoda é que o clima da história muda radicalmente e a questão do transtorno de ansiedade é jogado para o terceiro plano, especialmente quando a trama da amiga entra em cena.

E assim, aplicar uma punição aos pais abusadores é algo bem satisfatório, mas seria MUITO melhor se tudo isso fosse uma sidequest a parte. Não acho que o subplot seja ruim, mas a minha preferência era que o foco continuasse sendo o mesmo da primeira parte do arco, onde tínhamos a hacker lidando com a sua fobia.

Na conclusão da trama, Futaba não só consegue superar os seus medos (tanto que consegue ir sozinha até Akihabara) como também faz as pazes com a sua amiga Kana e com o seu passado. Apesar dos meus problemas com a metade final, este é o melhor Confidant de um membro dos Ladrões Fantasmas. Não tem como não terminar com um sorriso no rosto após acompanhar esta história de superação.

No final o jogador tem a escolha de engatar ou não um relacionamento amoroso com Futaba Sakura. Antes de chegar ao momento da escolha, eu não pretendia me envolver com a garota por conta de dois motivos: primeiro, me agradava a percepção que Ren a via como a sua irmã mais nova (a condução da trama colaborou muito com esta visão); segundo, eu já havia escolhido alguém antes (Hifumi Togo). Entretanto, quando chega o momento decisivo, o jogo te coloca em uma posição TÃO desconfortável que eu me sentiria um escroto se não abraçasse os sentimentos da garota.

E bem...foi assim que comecei um “harém” de três garotas em meu segundo gameplay.


8. Mitsuru Kirijo (The Empress/Persona 3)

Best Girl de Persona 3. Sim ou com certeza? :D
Se vocês três leitores fiéis que me acompanham estavam curiosos para saber quais são as minhas Best Girls na franquia (ao menos nos jogos que contam com Social Links), temos aqui Mitsuru Kirijo. A minha garota favorita de Persona 3.

Aliás, abrindo um rápido parênteses, eleger a minha preferência em P3 foi algo decidido próximo ao final do jogo. Inicialmente, estava mais inclinado para o lado da Yukari Takeba que, apesar de não ter gostado tanto do seu arco pessoal, eu gostava da química que compartilhava com o protagonista, o grande salvador do mundo do universo Persona Makoto Yuki. Entretanto, quando finalmente tive a oportunidade de acompanhar o Link de Mitsuru, o seu drama pessoal acabou pesando na minha escolha por ela.

E de fato, gostei tanto do seu S. Link que quando tive a ideia do artigo, ele foi um dos primeiros que selecionei para compor a lista. Inclusive, ela será a única das minhas waifus de Persona a ocupar um espaço por aqui (as outras duas acabaram batendo na trave).

Herdeira do Grupo Kirijo - uma das empresas mais poderosas do Japão –, Mitsuru é o exemplo da estudante modelo: inteligente, confiante, responsável e determinada. Mas certamente, a característica que melhor a define é a sua capacidade de liderança. Além de liderar a S.E.E.S (Specialized Extracurricular Execution Squad) no combate contra as Shadows da Dark Hour, a garota ainda exerce o cargo de presidente do Conselho Estudantil do Colégio Gekkoukan. Embora consiga conciliar muito bem todas essas funções, isso acaba tendo um custo. Devido ao seu forte senso de responsabilidade, ela não só passa uma imagem de uma pessoa autoritária e fria como também é extremamente reservada em relação aos seus próprios problemas.

O mundo da estudante sofre um grande abalo durante os atos finais da trama, quando seu pai (Takeharu Kirijo) acaba se sacrificando para salvá-la, junto com os demais membros da S.E.E.S, da traição cometida por Shuji Ikutsuki (X-9 traíra maldito). Após ficar dias afastada para lidar com questões familiares e burocráticas da companhia, ela retorna ao dormitório e ao colégio. É a partir deste retorno que temos o início do Social Link do Arcana The Empress.

Os primeiros níveis consistem essencialmente em Mitsuru convidando Makoto para comer em restaurantes populares, pois ela nunca tinha frequentado estes lugares porque ela é RICAAAA!!!. Com o avançar da história e se sentindo mais à vontade com o protagonista, a líder da S.E.E.S resolve compartilhar os seus problemas.

Com a morte de seu pai, toda a responsabilidade sobre o destino do Grupo Kirijo acabou caindo sob as suas costas. E para piorar, uma das formas que os executivos encontraram para manter a empresa forte e estabilizada é através de um casamento arranjado entre ela e um membro de um dos grupos afiliados.



Confesso que a virada na história me trouxe um grande alívio.

Se o Social Link da grande líder da porra toda equipe se resumisse “a uma garota rica querendo experimentar a normalidade de uma vida cotidiana”, seria algo muito decepcionante. Felizmente, os primeiros níveis visavam estabelecer uma relação de confiança entre os dois personagens. E quando isso acontece, nos vemos em meio de um conflito sobre a liberdade de escolhas, tanto profissional quanto amorosa.

Em um primeiro momento, Mitsuru demonstra um certo conformismo com o destino traçado para ela, dizendo que a mesma situação havia acontecido com seus pais. (Ainda pontua que os dois tiveram a sorte de se apaixonar um pelo outro). Mas não demora para que essa falsa conformidade caia por terra, pois a estudante acaba se mostrando bastante inconformada e infeliz com estas imposições. Tanto que cogita até mesmo em fugir para escapar de tudo isso.

Acho muito bacana como este S. Link se aproveita bem do momento em que a trama principal está situada. Em praticamente 80% da história, Mitsuru Kirijo é uma verdadeira fortaleza. Decidida a expiar os crimes cometidos por sua família, ela enfrenta os perigos da Dark Hour mostrando uma grande determinação e uma coragem inabalável. E quando o Link começa, estamos frente ao momento de maior fragilidade da personagem, o que permite a desconstrução da imagem que ela montou ao longo do jogo.

É muito interessante ver que até mesmo a líder mais destemida pode ficar à mercê de situações que ela prefira não enfrentar. Os obstáculos da vida acabam sendo muito mais assustadores que as criaturas do Tartarus.

Com a ajuda do Makoto, Mitsuru compreende que não precisa aceitar que terceiros decidam sobre a sua vida (como fizeram seus pais). Na conclusão da história, ela não só se recusa a se casar com o noivo almofadinha indicado pelos parceiros da empresa como também se compromete a nunca mais fugir de seus problemas. E durante o epílogo de seu Link (que acontece no último dia do jogo), vemos que ela assumiu o seu papel dentro do Grupo Kirijo. Só que dessa vez, temos a certeza de que ela seguirá as suas próprias convicções (o que se confirma alguns jogos depois).

Embora seja o arco de uma das minhas waifus na série, ele só não ocupa uma posição melhor nesta lista por conta do seu enredo que, convenhamos, não é o mais original do mundo. Essa questão da “mocinha/mocinho com futuro já determinado por terceiros” não só já foi explorada várias vezes na cultura popular, como também aparece uma segunda vez em Persona. No entanto, o texto é bastante competente na forma que trabalha com os clichês. Tanto que a Mitsuru Badass que vemos em Persona 4 Arena é um perfeito reflexo das experiências que vivenciou neste arco.

Por fim, é válido ressaltar que a segunda vez que este tipo de enredo aparece na série é no Confidant de Haru Okumura (The Empress), a minha Best "Fluffy" Girl de Persona 5. Mesmo encarando dilemas bem semelhantes, o que favoreceu a presença da líder da S.E.E.S foi justamente o que faltou no enredo da Noir dos Phantom Thieves, enfrentar o seu noivo cuzão babaca.

Durante o nível 8 do seu Social Link, além de colocar o seu ex-pretendente para CORRER, Mitsuru ainda faz uma bela declaração de amor para Makoto Yuki em público.

Foi nesse momento que eu escolhi a minha Best Girl de P3.


7. Kanji Tatsumi (Emperor/Persona 4)

Kanji com uma cadeira de metal de boteco brasileiro. Está ai um mod que precisamos. :D
Não importa qual seja o estilo de jogo, um personagem que combate seus inimigos dando cadeiradas certamente chamará atenção... até porque, convenhamos, é uma arma um tanto quanto inusitada. Em Persona, temos como representante desta “nobre arte de combate” ninguém menos que Kanji Tatsumi.

Filho único dos proprietários da Tatsumi Textiles em Inaba, Kanji faz as vezes do Tough Guy do Investigation Team. Apesar de normalmente passar a imagem um tanto quanto intimidadora para desconhecidos, ele é uma pessoa com um grande coração, sempre disposto a ajudar o próximo e ficando totalmente “sem jeito” quando mostra este seu lado. Aliás, por conta dessas situações e de seus momentos de “raciocínio lento”, ele é um dos alívios cômicos mais recorrentes do grupo.

Assim como a maioria dos membros da equipe, ele é um estudante do Colégio Yasogami, onde cursa o 1º ano do ensino médio. Por conta de sua aparência embora não tenha um topete estilo Kazuma Kuwabara e de suas atitudes, acabou sustentando a fama de delinquente juvenil entre seus vizinhos e colegas de escola. Sua primeira aparição na história inclusive reforça este rótulo: através de uma reportagem da TV local, vemos que ele – completamente SOZINHO - deu cabo de uma gangue de motoqueiros que zanzavam pela região.

Ok. Até havia uma “justificativa” para ele encarar os motoqueiros - eles faziam muito barulho durante a noite e não deixavam a sua mãe dormir -, só que isso acabou piorando ainda mais a sua reputação na cidade. E para piorar, esta situação foi o gatilho que resultou no seu sequestro.

O encrenqueiro é a segunda pessoa a ser resgatada do Midnight Channel pelo Investigation Team. Durante o confronto com a sua Shadow, é revelado que ele sente muita vergonha pelos seus interesses por costura e pintura, o que o levou a ser ridicularizado por garotas por gostar de hobbies considerados femininos. Logo, suas atitudes hiper masculinizadas foram a maneira que encontrou para evitar situações de rejeição e constrangimento.

O Social Link de Kanji (que representa aqui o Arcana Emperor) se inicia logo após o seu retorno ao colégio. Com a ajuda do protagonista Yu Chad Narukami, além de enfrentar as consequências de suas atitudes como delinquente, ele confrontará a sua própria definição de homem a fim de vencer de vez a vergonha de seus hobbies.




Antes de mais nada, é preciso retirar “o elefante da sala”.

A sexualidade do personagem não é um tópico bem abordado em Persona 4. A impressão que tive foi de que os responsáveis pelo roteiro (Yuichiro Tanaka e Akira Kawasaki) queriam trazer a discussão para a trama do jogo, só que eles claramente não tinham a menor ideia de como tratá-la. Tanto que a questão é abordada ou na forma de gag’s ou em menções soltas em diálogos sem qualquer continuidade. É lógico que a falha nesta abordagem não torna Kanji Tatsumi um personagem menos interessante que os demais, mas que poderia ter recebido um cuidado a mais, isso não tenho dúvidas.

Dito isso, voltemos para a nossa programação normal.

A trama do Social Link gira em torno entorno de um ensinamento que o pai de Kanji lhe deixou antes de falecer. Nas palavras do Sr. Tatsumi não o mordomo da Saori Kido: “Se você é um homem, você tem que se tornar forte!”. Obviamente que o seu filho (uma criança na época) não entendeu o que isso significava. E quando começou a se sentir rejeitado pelos outros por conta de seus talentos, ele simplesmente seguiu o sentido literal daquelas palavras.

Se por um lado a faceta que construiu (com base em seu entendimento) serviu como escudo para novas situações de rejeição e constrangimento; por outro, ela lhe trouxe consequências ainda piores. Além dos olhares tortos vindos dos habitantes da cidade, o estudante passou a ser visado por policiais (nível 2) e ainda se transformou no Ruivo Hering local; isto é, ele sempre era o suspeito principal quando algo de ruim acontecia. No caso do seu S. Link, quando surge um grupo Bullies ameaçando as crianças do colégio, seu nome já é ventilado como um dos culpados pela situação.

Chega a ser irônico observar que a solução que o personagem encontrou para fugir da rejeição (virar o protótipo do macho alfa) e do constrangimento acabou criando justamente outras situações de rejeição e constrangimento (se tornando suspeito nº 1 de tudo de ruim que ocorre na cidade). Embora em sua cabeça essas circunstâncias fossem mais fáceis de lidar do que as anteriores, dessa vez elas respingavam em sua mãe (o seu grande porto seguro) que sempre tinha que o defender. O que tem deixado-o muito ressentido. Ele sabe que precisa mudar o seu comportamento, mas como o fará sem desprezar o último ensinamento de seu velho?

A resposta começa a surgir quando Kanji se dispõe a ajudar um garotinho que havia perdido o boneco de uma amiguinha. Depois de tentar encontrar o brinquedo sem sucesso, o estudante decide colocar em prática os seus dotes artísticos e acaba fazendo um substituto. O guri fica impressionado com a qualidade e o nível de detalhes do boneco e acaba pedindo para que ele fizesse mais. E com isso, nos níveis seguintes acompanhamos o jovem Tatsumi na elaboração de novos brinquedos, onde recebe vários elogios vindos do garoto, das pessoas que ganhavam seus brinquedos, de Narukami, de Nanako Dojima e, até mesmo, de Rise Kujikawa (que embora estranhe em um primeiro momento, acaba aprovando o trabalho do amigo).

O reconhecimento pelo trabalho e o prazer na fabricação dos brinquedos começa a esboçar a solução para a grande questão do Link, porém ela só fica nítida no grande clímax da história (nível 8), quando uma dupla de policiais confronta Kanji sobre a questão dos Bullies, vez que ele fora visto andando com uma criança há dias. De início, ele se mostra com muita vergonha de admitir seus hobbies frente ao Fucker e Sucker de Inaba aos tiras, mas quando percebe que Yu e a criança seriam arrastados para um problemão, ele assume que estava fazendo bonecos para o garoto e solta a seguinte frase: “And lemme warn you... They're so cute, they'll give you diabetes--the instantly fatal kind!” (E deixe-me avisá-lo... Eles são tão fofos que dão diabetes, do tipo instantaneamente fatal!)

Que frase foda, meus amigos!

Não só foi uma baita frase de efeito, mas a coragem que exigiu para que fosse dita era o estalo que o personagem precisava para entender as palavras do seu velho. Ser forte não significava espancar uma gangue inteira de motoqueiros, mas sim enfrentar os percalços da vida sem esmorecer. Quando alguém tirava onda de seus talentos, ele jogava a toalha sem pestanejar. Como um homem, ele tinha que mostrar sua força e lutar para ser aceito pelo o que ele era.

Era isso que seu pai queria dizer.

Sem sombra de dúvidas, uma bela história sobre aceitação vindo de um mestre na arte das cadeiradas e, por que não, do corte e costura. Na minha modesta opinião, este é o melhor Social Link vindo de um membro do time de investigação.


6. Ryotaro Dojima (The Hierophant/Persona 4)

"Escute Narukami, por que as pessoas na internet te chamam de Chadão?"
Dentre os três títulos abordados neste artigo, Persona 4 é talvez o mais curioso. Afinal de contas, é um jogo com o clima de um anime Slice of Life, cuja trama envolve um grupo de adolescente investigando uma série de assassinatos sobrenaturais em uma cidadezinha do interior.

Scooby-Doo feito no Japão seria uma boa analogia.

Como a história de P4 gira em torno desses homicídios, um dos principais Social Links do jogo é justamente o policial responsável pela investigação desses crimes. Que por uma grande coincidência do roteiro destino, é o tio do protagonista.

Ryotaro Dojima, um dos principais coadjuvantes da trama, é guardião legal de Yu Narukami durante a estadia do adolescente na pequena Inaba e pai da adorável Nanako. Ele é um dedicado detetive do departamento de polícia da cidade, o que faz com ele seja extremamente exigente com os colegas de trabalho. Como pode ser observado em suas interações com o seu “atrapalhado” parceiro Tohru Adachi.

Quando a série de assassinatos começa assolar a cidade, outra característica do detetive fica bastante evidente: o seu vício em trabalho. Durante as primeiras semanas dos acontecimentos, ele praticamente não parava em casa. E quando finalmente o consegue, ou está cansado demais para interagir com a sua filha (para tristeza dela) ou não fica muito tempo na residência, já que normalmente é requisitado pelo departamento.

O detetive só terá alguns momentos de folga do caso a partir do resgate de Yukiko Amagi, a terceira pessoa a desaparecer misteriosamente durante a onda de crimes. A partir daí, ele não só passa a se relacionar mais com Narukami como também abre ao jogador a possibilidade de estabelecer o seu S. Link (Arcana Elefante Hierophant). Conforme a história vai progredindo, embora trate o protagonista super bem, ele passa a desconfiar que seu sobrinho saiba de algo vez que todos os desaparecidos passam a ter alguma conexão com o rapaz.

Nos primeiros níveis do Link, Ryotaro demonstra uma total inabilidade em conversar com pessoas mais jovens. Tanto que mesmo Yu conseguindo trazer tópicos comuns, como colégio ou amigos, seu tio sempre transforma a conversa em um sermão ou um interrogatório, o que faz sua prima Nanako intervir pedindo para que ele pare de “brigar” com seu Big Bro.

Com avanço do arco, somos introduzidos a um outro caso que vem perturbando a vida do experiente detetive: a morte de sua esposa Chisato.



Não é a primeira que vez o assunto é mencionado, pois no início do Social Link de Nanako (que acontece alguns dias antes deste), o gamer já fica sabendo sobre o falecimento da sua esposa, mas é através do seu Link que conhecemos o motivo.

Em um dia de neve, sua filha estava na enfermaria da escola e ele estava muito ocupado com os afazeres na delegacia. Por conta disso, Chisato resolve ir até o colégio para buscá-la, mas no caminho ela acaba sendo vítima de um atropelamento. E como estava nevando, não havia pessoas no local nem para identificar o culpado e nem para socorrê-la. Assim, ela morre no local.

Ryotaro se sente extremamente culpado pela morte de sua amada. Em sua cabeça, isso só aconteceu porque ele não pode se ausentar de seu trabalho. A partir de então, ele tem se dedicado a procurar por pistas que o conduzam ao assassino. Entretanto, todas acabam o levando a becos sem saída.

Isso lhe gera um grande sentimento de frustração, tanto que até aquele momento ele não conseguiu contar para Nanako o motivo da morte de sua mãe, pois ele, como policial, deveria ser capaz de pegar os bandidos.

O foco deste Link concentra-se na angústia de Dojima frente a morte de esposa e suas ações frente ao luto. A culpa fez com que ele se comprometesse a apanhar o assassino, custe o que custar. Contudo, a sua busca por justiça compromete todo o seu tempo livre e não lhe permite dar atenção a sua filha.

O detetive repete para si que todo esse tempo sacrificado é para o bem de sua filha; porém, inconscientemente, é perceptível que ele está evitando algo. Com ajuda de seu sobrinho, o policial percebe que está usando sua busca pelo assassino como uma desculpa para não confrontar Nanako sobre a morte da sua mãe.

E com a garotinha ficando cada vez mais parecida com a sua falecida esposa, todo o sentimento de culpa acaba voltando a sua cabeça.

Gosto muito da resolução deste arco, pois ela segue justamente uma das premissas principais do jogo, o de “encarar seus medos e sentimentos mais sombrios para que possa atingir a sua própria verdade”. No momento em que Dojima encarou a dura verdade da qual estava fugindo, a culpa e angústia que lhe serviam como âncoras ficam muito mais leves.

Ao final do Link, ele ainda não desistiu de pegar o culpado, porém não irá mais sacrificar todo o tempo que tem com sua filha para isso. E claro, ele agradece a Yu por ajudá-lo a chegar a essa conclusão, e, ainda, se diz feliz pelo protagonista fazer parte da família.

Certamente, uma das coisas mais legais do Social Link de do policial é o fato de estar interligado com o de Nanako. Em outras palavras, um S. Link acaba servindo como complemento para o outro. Além de ambos orbitarem sob a mesma questão, a falta que Chisato faz para as suas vidas, a negligência de Dojima no seu papel como pai, impacta diretamente no Link da garota.

Acredito que Persona 5 até tentou repetir esta fórmula através dos Confidants de Futaba e de Sojiro. Todavia, apesar de serem boas histórias, a estrutura narrativa não consegue repetir o texto interligado que temos aqui.

Bem... quem sabe eles não consigam novamente em Persona 6.


5. Sojiro Sakura (The Hierophant/Persona 5)

HOO BOY! Best Bro Ever!
Uma questão em Persona que também gera debates nada construtivos entre os fãs é sobre quem seria o “Grande Parça” (Best Bro) da série, com Junpei Iori, Yosuke Hanamura e Ryuji Sadamoto sendo os nomes mais lembrados.

Embora Yosuke seja o meu favorito dos três, a grande verdade é que nenhum deles é páreo para Brojiro Sojiro Sakura no quesito parça.

Especialmente depois de um certo dia dos namorados...

Dono do Café LeBlanc em Yongen-Jaya, Sojiro é o guardião de Ren Amamiya durante seu período de liberdade condicional em Tóquio. Assim como grande parte das pessoas no começo da história, ele se demonstra bem cauteloso com o protagonista por conta de seu registro criminal. Na real, inicialmente ele é bem cuzão frio com Ren, chegando a dizer que ele só o aceitou por conta de um favor a um amigo e que ele não moveria um dedo caso o adolescente se metesse em problemas.

É claro que conforme o tempo vai passando e ele vai conhecendo o estudante, lentamente começa a demonstrar sinais de confiança. Inicialmente permitindo que ele possa circular à noite pelo bairro e, pouco tempo depois, pela cidade de Tóquio. Não demora muito para que ele faça um acordo com o rapaz: ele se prontifica a ensiná-lo a fazer o seu café e o seu curry especial em troca de uma ajuda no Leblanc. E assim, temos o pontapé inicial para o Confidant do Arcana Olifante Hierophant.

Nos primeiros níveis, enquanto ensina os princípios básicos para se fazer bom café, Sojiro é continuamente assediado por um homem de meia idade. Ele explica que o sujeito é um velho conhecido seu, endividado e que espera extorquir dinheiro dele. Em alguns momentos também, ele acaba recebendo ligações que o faziam retornar mais cedo para a sua casa, que posteriormente descobrimos que eram de Futaba.

Além de ser um Confidant bem chato de alcançar os níveis iniciais – sério, demora DEMAIS para atingir o nível 3 e 4 –, a partir do quarto nível ele exige que o jogador finalize o 4º Palácio (Pyramid of Wrath) para dar prosseguimento. Com a dungeon finalizada e a Futaba fora de seu auto enclausuramento, temos a continuação da trama, onde Sojiro resolve contar como a adolescente entrou em sua vida.


Não precisa ser um detetive para imaginar que a grande parte da graça deste Social Link é justamente ser um complemento para a história da hacker fofolete. E convenhamos, a trama fica muito mais interessante a partir do momento que passa a contar com a presença dela.

É impressionante o volume de informações sobre o background dos Sakura que este arco traz. Para se ter ideia, Sojiro conheceu a Wakaba Isshiki através de seu antigo trabalho no governo. Ele tentou conquistá-la, mas a única vez que ele conseguiu surpreendê-la foi quando ele preparou o seu curry. Tempos depois, para a sua surpresa, a cientista aperfeiçoou a sua receita de tal forma que acabou se tornando o prato favorito de sua filha. E quando a pesquisadora faleceu, ele fez questão de aprender a receita pois seria uma forma de manter o legado da Wakaba vivo para Futaba, tanto que este é o curry que ele serve no LeBlanc.

O homem que assedia o dono da cafeteria desde o início da história é Youji Isshiki, o irmão de Wakaba. Sojiro assumiu a custódia da garota quando descobriu que ele, o único dos parentes disposto a abrigá-la, estava a maltratando (que família horrível, ein?). Youji só concordou em cedê-la após o dono da cafetaria lhe repassar uma grande quantidade de dinheiro. Entretanto, agora ele quer mais e pretende retirar Futaba de seu pai adotivo através de meios legais, caso ele não colabore.

Mais que jogar uma luz sobre o passado de dois personagens importantes para o jogo, este Confidant é uma história sobre como uma relação entre pai e filha pode ser poderosa mesmo que eles não compartilhem laços sanguíneos. Isto é bem ilustrado em dois momentos chave da narrativa.

O primeiro ocorre no nível 7, quando Sojiro se sente culpado por não ter sido capaz de ajudar Futaba durante seu isolamento. Por conta disso, ele chega a pensar que ela poderia estar em melhores mãos em outro lugar. Ao comentar isso com a garota, ela fica indignada e acaba brigando com ele. Quando Ren vai conversar com a programadora, ela menciona não só o quanto a sua mãe gostava de Sakura, como também o fato de que ele não é culpado por nada com o que aconteceu com ela. A adolescente sabe o quanto ele está se esforçando para cuidar dela. Posteriormente, os dois acabam se entendendo, com o dono do Leblanc mencionando que ela pode ficar ali para sempre, se quiser, e com a garota agradecendo por ele ter acolhido alguém “horrível” como ela.

O segundo acontece no nível 9, após Joker e Oracle (sem ajuda dos demais) darem uma surra na Shadow do tio bostão de Youji, em uma tentativa de impedi-lo de registrar uma queixa contra Sojiro. Contudo, a mudança em seu coração acaba acontecendo momentos após o registro da queixa e a cafetaria acaba recebendo a visita de dois agentes do Serviço Social. Os adolescentes acabam convencendo a dupla que são muito bem tratados pelo dono do LeBlanc e Futaba, de forma totalmente espontânea, chama Sojiro de pai.

E aí, meus caros leitores, é como se um ninja estivesse cortando cebolas próximo de nós.

É curioso ver que tanto pai quanto filha acreditavam que um estavam fazendo mal um ao outro, quando era justamente o oposto. É claro que salvar Futaba custou boa parte dos investimentos de Sojiro, mas essa ação não só garantiu a preservação do bem mais precioso de sua amada Wakaba como também fez a sua vida deixar de ser solitária. Em contrapartida, ele não conseguiu retirá-la de seu auto-confinamento, mas se ele não tivesse a resgatado das mãos do seu tio, ela jamais teria uma chance de se recuperar.

Mesmo não compartilhando laços sanguíneos, a forma como enfrentaram o tio oportunista e agiram frente aos oficiais do serviço social mostrou que eles eram mais do que duas pessoas unidas por uma tragédia. Eles eram uma família!

No fim da trama, Sojiro leva os dois adolescentes a igreja com a intenção de apresentar a sua família para a alma de Wakaba (como ele mesmo disse, agora ele finalmente era capaz de encará-la). Além de imaginar o dia que Futaba se vestirá como noiva (e de pedir a Ren que ele não seja o noivo), ele agradece o protagonista por ter entrado na vida deles e jura que irá protegê-lo, custe o que custar.

Quem diria que um sujeito tão babaca se transformaria nesse grande paizão, estando ao lado de Amamiya durante o momento mais difícil de sua jornada em Tóquio, a sua prisão durante natal pós-dia dos namorados.

Sojirão é o cara!


4. Nanako Dojima (Justice/Persona 4)

Nanako-chan deve ser protegida de todo mal, custe o que custar!!!
Existem três consensos que o fandom de Persona possui a respeito do quarto jogo:

O primeiro é de que o Investigation Team é a equipe mais divertida. O segundo é de que Naoto Shirogame é a Best Girl do jogo (essa na verdade é a minha opinião :P). E por fim, é praticamente impossível não se apegar a Nanako Dojima.

Digo por experiência própria. Durante o meu gameplay, tal qual o protagonista, fiquei muito preocupado com a personagem. Tanto o S. Link da garotinha quanto a história principal de P4 dão bons motivos para isso.

Filha única de Ryotaro Dojima, Nanako é uma garota gentil, altruísta e extremamente responsável para alguém da sua idade (6 anos). Por conta do serviço do seu pai, ela não só aprendeu a se cuidar como também a se virar nos serviços domésticos. Embora esses comportamentos demonstrem um grande amadurecimento, o seu lado infantil está sempre presente, seja questionando a garota do tempo da TV ou demonstrando o seu amor pelo Junes, o shopping center da cidade que está destruindo comércio local.

De fato, não tem como se deparar com o sloganEvery day's great at your Junes! ♪ e não se lembrar da menina. Ela consegue ser uma garota propaganda muito mais eficiente que Yosuke (filho do dono) e Teddy (o mascote do local).

Quando Yu Narukami chega à casa dos Dojima, Nanako se demonstra bastante tímida com relação a ele. Mas conforme vão se conhecendo, aos poucos ela vai se sentindo mais à vontade com a sua presença. A grande virada no relacionamento de ambos vem quando Narukami a leva para passear no Junes junto de Chie e os demais. Durante o passeio, ela conta a todos sobre o falecimento de sua mãe, mas logo emenda que agora ela estava bem, especialmente porque seu primo está em casa. Nesse ponto, temos a primeira vez que ela chamará Yu de “Big Bro” e o início de seu Social Link.

Os níveis preliminares do Arcana Justice servem como introdução aos dois elementos essenciais para a trama: a saudade que a menina tem de sua falecida mãe e o distanciamento na relação entre ela o seu pai. A história principal começa a partir do 5º nível, com Nanako encontrando dificuldades em pedir para o seu pai comparecer a um evento escolar.



Conforme já mencionado anteriormente, os enredos dos Social Links de Nanako e de seu pai são interligados. Em ambos, acompanhamos o processo de luto dos Dojimas com o falecimento de Chisato e observamos como isso tem afetado a relação entre os dois.

Nanako sente bastante a morte da mãe, tenta demonstrar para os outros que ela está seguindo em frente, mas em seu íntimo ainda não consegue aceitar a perda. E sejamos justos, se até mesmo os adultos têm dificuldade de entender e de aceitar a morte, imagine uma criança pequena?

Para piorar, o Sr. Dojima, que poderia ajudar a sua filha neste processo, está sendo um pai ausente. O que pode ser visto tanto no Link de Dojima, de Nanako e até mesmo na história do jogo, ela sente MUITO a falta dele.

Este S. Link tem como núcleo a relação entre pai e filha e como o distanciamento nesta relação é prejudicial para criança. Durante os níveis, o que presenciamos é a consequência da falta de diálogo do pai com a filha. Em um momento, Nanako chega a duvidar se Dojima é o seu pai verdadeiro. Em outro, ela questiona o amor dele por ela e por sua mãe.

E quando chega o esperado momento em que ela fala sobre o evento no colégio (nível 7), a hesitação de Ryotaro com o convite era a fagulha que faltava para esta grande confusão de sentimentos explodir. A garota solta toda a sua frustração contida contra ele e logo em seguida foge de casa, para o desespero de seu pai e de seu primo.

Narukami inesperadamente acaba encontrando a sua prima em Samegawa (sentada no banco de um pergolado) e Dojima se dá conta do problema que estava criando. Nos níveis seguintes, temos a resolução do conflito com o policial se comprometendo a participar do evento e com o protagonista encontrando uma foto de toda família nos pertences de seu pai, fazendo a garota perceber que ele também sentia muito a falta da sua esposa.

Na conclusão do arco, enquanto preparam o jantar em família, a garota agora entende que tanto ela quanto seu pai estavam se sentindo muito sozinhos desde que a sua mãe se foi. Ela se compromete a fazer o seu melhor para não deixar seu pai se sentir só novamente e demonstra gratidão pelo o que o seu Big Bro fez por eles. Com isso, a tensão entre os Dojima é finalmente resolvida, graças a Chadão Narukami.

Mesmo gostando bastante deste Link, ele não figura uma posição ainda melhor por conta do seu clímax, que mesmo sendo bem impactante, acontece cedo demais na trama. E como o enredo praticamente se resolve no nível seguinte, a impressão é de que a história não precisaria alcançar os 10 níveis para terminar.

Aliás, é válido lembrar que dentro da série, o S. Link de Maiko Oohashi a proto-Nanako (The Hanged Man) de Persona 3 é outra história de uma criança com problema de relacionamento com os seus pais, só que nesse caso o problema envolve um divórcio. Da mesma forma como acontece aqui, Maiko também questiona o amor de seus pais por ela e chega a fugir de casa.

É um Link muito bom também, mas que acabou ficando de fora já que apresenta esses pontos em comum com a trama da Little Sis de Yu Narukami. E sejamos bastantes sinceros, quem é Maiko Oohashi perto da nossa irmãzinha Nanako Dojima? :P


3. Toranosuke Yoshida (The Sun/Persona 5)

Um dos grandes politicos do games, ao lado de Mike Haggar...e Princesa Peach? :P
O que?! Você colocou um político no Top 3 da sua lista?

Sim, meu caro leitor imaginário. Não só o coloquei em uma posição alta como também o considero o MELHOR Confidant de Persona 5.

Mas calma, irei explicar (ou ao menos tentar) o porquê vocês deveriam dar uma chance para a história deste grande personagem.

Toranosuke Yoshida é ex-membro da National Diet (órgão que concentra o poder legislativo japonês) que protagonizou um grande escândalo político, o qual resultou na sua expulsão do cargo e manchou de forma profunda a sua reputação. Desde então, ele tentou retornar ao posto em sete eleições, mas acabou fracassando em todas. Sem popularidade para um palanque, ele realiza os seus discursos ao lado da entrada da estação de Shibuya. Embora poucas pessoas deem ouvidos para suas palavras, a qualidade dos discursos chama a atenção de Morgana, que convence Ren Amamiya a conversar com o político.

Após alguns eventos (que inclui ser explorado no emprego de meio período no Beef Bowl Shop), Yoshida percebe o interesse do estudante em seus discursos e o convida a ajudá-lo nos seguintes. Entretanto, nas duas noites em que o acompanhava, o protagonista assiste de camarote o político sendo hostilizado por transeuntes que passavam no local, sendo em alguns momentos chamado de No-Good Tora, o que o faz ele perder totalmente a sua concentração.

No fim do segundo dia, Toranosuke explica o motivo de tanta hostilidade. Há 20 anos atrás, ele havia sido eleito durante a ascensão das "Crianças de Kuramoto", mas por conta de sua inexperiência, acabou se envolvendo em três grandes escândalos (perda de uma importante reunião por motivos pessoais, desvio de verba do partido e hostilização de um eleitor durante um fórum aberto) que custaram o seu cargo. Ele pergunta a Ren se deseja mesmo continuar o acompanhando mesmo depois de tudo que lhe contou. Após o protagonista aceitar, temos o pontapé inicial para o seu Confidant, que representa o Arcana The Sun.

Com auxílio de Amamiya, o candidato não só desenvolve os seus discursos com mais tranquilidade como também é capaz de responder de forma elegante aos seus detratores. Aos poucos, ele começa a cativar mais e mais pessoas, que vão se reunindo frente à a estação só para escutá-lo. Isso acaba chamando atenção de pessoas do meio político, como Benzo Kuramoto (neto do seu antigo mentor político) e Matsushita (seu antigo colega da Coca Diet).


Vejam bem, entendo muito bem quem torceu o nariz para esta história em um momento inicial. Sendo bastante sincero, eu mesmo a ignorei completamente em meu primeiro gameplay.

No meu caso, com a necessidade de aumentar os cinco status sociais (Knowledge, Guts, Proficiency, Kindness e Charm) e com os Confidants com possibilidade de romance no mesmo período do dia (Sadayo Kawakami e Hifumi Togo), gastar tempo com um político fracassado não parecia algo muito atrativo à primeira vista. Mas quando me vi na obrigação de fazê-lo no segundo gameplay – afinal, eu queria platinar o jogo – acabei me deparando com um grande personagem e uma trama muito interessante.

Toranosuke reconhece que cometeu erros gravíssimos durante a sua gestão. E mesmo que não faça questão de esconder seus escândalos, a simples menção a eles vinda das provocações de desconhecidos faz com que ele perca totalmente a linha. Os erros do seu passado são claramente uma trava para o seu verdadeiro potencial, tanto que quando Ren passa ajudá-lo a lidar com as hostilidades, ele finalmente começa a crescer e a chamar atenção.

Não é à toa, seus discursos são realmente muito bons!

Com a sua popularidade crescendo, somos então apresentados a trama principal do Link, onde percebemos que nem mesmo o Japão está livre de articulações políticas pra lá de questionáveis. Tanto Benzo quanto Matsushita oferecem uma série de vantagens para que Yoshida os ajude em suas campanhas, só que ambas exigem a desistência de sua candidatura. Por conta de suas convicções, ele recusa categoricamente os dois convites.

Mas o pior ainda estava por vir. Matsushita retorna com uma grande revelação: a acusação de desvio de fundo partidário havia sido plantada por ninguém menos que o seu antigo mentor, Kuramoto. E mesmo com a nova recusa de Toranosuke em fazer parte de sua campanha, o político da Sprite Diet pede que ele ajude a desmascarar o seu ex-mentor em seu próximo discurso.

Apesar de inicialmente parecer uma história de superação, este Confidant é uma história sobre crenças/convicções. Yoshida é confrontado com ofertas extremamente vantajosas, mas todas tinham o mesmo preço: as suas próprias crenças. Mesmo sendo uma oportunidade única de se livrar do indesejado No-Good Tora, passar por cima de suas convicções não seria apenas uma traição consigo, mas também a todas as pessoas que acreditaram nele até então.

No grande clímax (nível 9), Yoshida não acusa Kuramoto e faz um discurso reiterando as suas crenças, mesmo que isso o leve a nunca mais vencer uma eleição. Embora não fosse o que Matsushita quisesse escutar, ele acaba sendo cativado pelas palavras de seu ex-colega e se compromete ajudá-lo em sua campanha.

Esta história é algo bastante único em P5. Através da sua convicção, expressa em sua oratória, Toranosuke Yoshida não só conseguiu mudar o coração das pessoas que antes o hostilizavam nas ruas como também mudou o de alguém que só queria explorá-lo para seus próprios fins. E o mais legal é que ele não precisou da ajuda dos Phantom Thieves para “embolachar” as Shadows alheias, já que conseguiu resolveu o seu próprio problema através de suas próprias habilidades (e com um belo suporte de Ren, claro!).

Infelizmente não ficamos sabendo nem em seu arco e nem na trama principal se ele foi ou não eleito, mas por aqui ele vence, com todos os méritos, o posto de melhor S. Link do quinto jogo.

E tenho dito!


2. Hisano Kuroda (Death/Persona 4)

"Dona Hisano, você não tem outra roupa que não te faça parecer um fantasma de filme de terror japonês?"
Antes de mais nada, gostaria de compartilhar uma curiosidade. Durante a elaboração do artigo, ainda restava dúvida sobre qual seria o último Social Link que integraria a lista. Embora as opções pré-selecionadas fossem realmente muito boas, não conseguia me decidir qual delas seria a melhor escolha.

No fim das contas, acabei optando pelo Link de Hisano Kuroda, a representante do Arcana Death em Persona 4. O que motivou a sua escolha não foi o seu roteiro - até porque no próprio jogo há opções com um enredo muito mais elaborado –, mas sim a grande porrada que o desenrolar da trama traz.

Hisano é uma idosa que vive em Inaba desde que se entende por gente. A primeira vez que se encontrou com Yu Narakumi aconteceu quando ele estava trabalhando como zelador no hospital, durante o turno da noite. Aliás, é bom lembrar que isso só acontecerá após atingir o 2º nível do S. Link da proto Tae Takemi de Sayoko Uehara (Arcana Devil).

Por conta da sua repentina aparição em um corredor, que estava vazio segundos antes, e de seu vestido de luto, acompanhada do tema Who’s There, a primeira impressão é de que a velhinha é um espírito zombeteiro uma assombração. Quando ela percebe Narukami, ela se demonstra muito surpresa, mas prefere seguir pela direção contrária à do personagem.

No segundo encontro, a idosa aborda o estudante e pede desculpas pelo outro dia. Ela explica que estava no hospital por conta de sua neta e aparência do garoto lhe chamou a atenção, já que ele a lembrava de uma pessoa conhecida. Inclusive, a semelhança de Yu foi o que a motivou retornar naquela noite. Antes de se despedir, ela menciona que nos dias de folga ela costuma tomar sol às margens do rio da planície de Samegawa. É a deixa que o jogador precisava para iniciar o seu Social Link.

Indo até o local no domingo ou em um feriado, o protagonista encontrará a idosa admirando o rio. Ao conversar com ela, temos então o começo de seu arco. Após fazer apresentação formal e uma breve explicação sobre motivo de estar na cidade, chega o momento de Hisano se apresentar. Ela diz o seu nome... e depois afirma que ela era a Morte.

Por um momento, achei que a música Who's There voltaria a tocar...


Imagino o que vocês devem estar pensando.

Fazer uma história do Arcana Death onde a personagem principal diz ser a própria Morte é uma ideia bem preguiçosa. E realmente, eu mesmo não dei muita moral para este Social Link por conta deste 1º nível.

Mas a história melhora... e muito.

Nos próximos encontros em Samegawa, Hisano conta que Yu era muito parecido com seu falecido esposo quando jovem, motivo que a intrigou na primeira vez que ela o viu. Ela então conta que quando o conheceu, ele fazia parte de uma companhia de atores itinerantes que visitavam Inaba uma vez por ano. Os dois acabaram se apaixonando e tempos depois ele desistiu da carreira como ator para poder viver com ela na cidade. Ela também enfatiza que, por conta da distância, eles passaram muito tempo se comunicando através de cartas. Entretanto, ela acabou perdendo todas com o passar do tempo.

É interessante observar que durante essas conversas, Hisano alterna constantemente de humor. Quando está contando sobre seu passado, a nostalgia de suas histórias a traz muita alegria. Mas quando retorna ao presente, ela transparece um sentimento de tristeza e culpa. E apesar de aos poucos, nós entendermos que há uma relação com a morte do seu marido, ela se demonstra bastante evasiva em dar mais explicações.

Quando Narukami consegue recuperar as cartas enviadas pelo seu esposo, a idosa finalmente resolve se abrir (nível 7). Ela conta que pouco depois do seu casamento, seu marido contraiu uma doença que o deixou de cama. No começo, ele se sentia muito mal pela situação, chegando a mencionar que havia falhado como “marido”. A sua doença começou a piorar, fazendo com que ele se tornasse mais agressivo com ela... até o momento que ele se esqueceu de tudo
.
Ele havia desenvolvido Alzheimer.

Sabendo da sua responsabilidade como esposa, Hisano continuou cuidando do amado. Só que com passar do tempo, a tristeza e a dor pela situação iam crescendo conforme a doença se agravava. Era muito difícil para ela aceitar que o homem que havia jurado amor eterno era o mesmo que todos os dias perguntava quem ela era. A frustração se tornou tão grande que ela passou a desejar que ele partisse logo, o que acabou acontecendo pouco tempo depois. Embora inicialmente isso tenha lhe trazido um alívio, ela logo percebeu que estava desejando a morte ao homem que amava. E quando este desejo foi atendido, ela havia se tornado a morte em pessoa.

O momento da revelação é um verdadeiro soco no estômago. Mesmo sabendo a todo momento que é uma ficção, a crueza nas palavras da personagem poderia facilmente se passar por um relato real. Alzheimer é uma doença cruel, não só com o portador como para seus amigos e familiares, uma vez que eles não só acompanham o definhamento do doente como também a “morte” das suas lembranças. É muito doloroso, algo que este Social Link mostra muito bem.

Na conclusão da história, Yu consegue recuperar as cartas que Hisano havia escrito para o seu marido. Ao ler as cartas e ver o quanto o amava, ela finalmente consegue confrontar seus sentimentos. Ela não queria aceitar que o homem que tanto amou havia desaparecido e o fato dele não se recordar dela era algo que a magoava. Agora que ele se foi, ela viu que não era a “morte”, mas sim uma pessoa egoísta que perdeu aquilo que mais amou em sua vida. Em contrapartida, embora a doença tenha o feito esquecer de sua esposa, tanto as cartas que ele escreveu quanto a sua dedicação a sua amada eram provas de seu amor.

É interessante como um jogo com clima Slice of Life com assassinatos consiga apresentar dramas tão pesados como o de Hisano Kuroda. E conforme dito anteriormente, esta certamente não é a história com o melhor roteiro de P4, mas é praticamente impossível ficar indiferente frente aos acontecimentos apresentados por aqui.


1. Aigis (Aeon/Persona 3)

"2B, eu sou sua mãe!"
Sem sombra de dúvidas, se hoje estou aqui escrevendo este artigo elegendo os melhores Social Links da série, tudo isso só foi possível graças ao Persona 3. Porque embora a franquia exista desde os tempos do primeiro Playstation, a mecânica de simulação social só veio existir a partir de P3, já na geração do Playstation 2.

Uma tradição que nasceu nesta nova geração do Persona foi a party contar com a presença de membros não-humano. Em Persona 5, por exemplo, temos Morgana, um gato falante (que pelo nome achamos que é uma “gata”) que adora colocar o protagonista para dormir. Em Persona 4, temos Teddy (Kuma na versão japonesa), um urso de pelúcia (oco) que adora fazer trocadilhos com a palavra “Bear” que deixariam Carlos Alberto de Nóbrega orgulhoso. E de volta ao terceiro jogo, temos Koromaru (que é um cachorro normal... que luta com uma kunai na boca) e a grande estrela desta posição, a robô, com jeito de adolescente, Aigis.

Considerada um dos grandes símbolos de terceiro game (ao lado, claro, do protagonista Makoto Yuki), a personagem não contava com um S. Link na primeira versão do jogo, lançada em 2006. Com o lançamento da versão atualizada do jogo (Persona 3 FES) dois anos depois, ela não só recebeu o seu Link (que começa no último mês da história) como também ganhou um epílogo (The Answer) onde passou a ser a protagonista.

Algo me diz que a Atlus enxergou (e com razão) o potencial da coadjuvante neste intervalo de tempo.

Aigis faz parte da 7º Geração de Armas de Supressão Anti-Shadows, desenvolvido pelo Grupo Kirijo. Mesmo capaz de conjurar e usar um Persona (que é a manifestação da personalidade do usuário) o seu ego não é desenvolvido. Por conta disso, seu comportamento e as suas decisões são guiados pela lógica, embora a sua relação com Makoto (a quem quer proteger a todo custo) resulte em ações que parecem não seguir qualquer padrão lógico.

Durante o terceiro ato da história, ela tem um confronto com o Arauto de Nyx (Deus da Morte e grande antagonista do jogo), onde acaba facilmente derrotada por ele. As consequências desta batalha, no entanto, não só despertam as suas memórias adormecidas sobre um confronto anterior contra o Arauto e de sua relação com Makoto, como também servem como um impulso para a evolução de seu ego. Tanto que, ao retornar para a S.E.E.S após um período de reparos, ela percebe que desenvolveu emoções humanas.

É a partir desta premissa que gira o Social Link da representante do Arcana Aeon (de onde a Atlus tirou isso?). Nele acompanhamos Aigis confrontando este novo (e assustador) mundo de possibilidades.



O conceito de inteligências lógicas buscando compreender o abstrato mundo das emoções humanas é algo muito presente na cultura pop. Obras como o livro Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (Do Androids Dream of Electric Sheep?, 1968) de Philip K. Dick, o longa-metragem Ela (Her, 2013) de Spike Jonze e o jogo Nier: Automata (2017) da PlatinumGames são alguns exemplos de histórias que abordam este tipo de trama.

A jornada de Aigis em P3 também é um belo exemplo desta temática. Dentro de suas limitações como máquina, a personagem durante boa parte do jogo tenta entender mais sobre o comportamento humano. Para isso, chega a frequentar o mesmo colégio dos membros da S.E.E.S e a até a participar de eventos sociais (como o festival de ano novo). Apesar das tentativas, ela não só falha em agir como uma “humana” como também não consegue chegar à resposta que procurava. Contudo, a partir do momento que temos a evolução de seu ego (impulsionada pela batalha contra o Arauto), ela finalmente adquire as “habilidades” necessárias para encontrar a sua resposta.

Particularmente, este Social Link faz uso de uma abordagem que gosto bastante em histórias deste gênero: o de uma Inteligência Artificial desenvolvendo emoções. Embora existam obras que trabalhem com isso (o próprio Nier: Automata o faz), grande parte das histórias (ao menos as que acompanhei) se resumem as máquinas buscando entendimento da complexidade humana através da lógica. O passo seguinte (elas adquirindo a capacidade para entender o conceito de humanidade) nem sempre é trabalhado.

Como podemos acompanhar na evolução de seu Link, Aigis agora finalmente é capaz de compreender as nuances da complexidade humanidade. Em cada um dos dez níveis, ela vai adquirindo uma nova visão do mundo ao redor e de si própria. Seja em uma visita a um Templo Budista, em uma conversa na cobertura do colégio ou acompanhando o relacionamento de uma idosa com sua gata e o seu neto escrotão, cada experiência nova a conduz a um novo entendimento que antes não era capaz de processar.

É incrível como a personagem evolui durante este arco. Apesar dos seus lapsos em sua programação que envolviam proteger Makoto (que eventualmente evolui para os demais membros do time), a robô tinha uma personalidade bastante fria, a ponto de o próprio protagonista destacar isso. Ao final deste arco, a frieza robótica dá lugar a uma persona doce e extremamente gentil (algo que persiste em sua participação em Persona 4 Arena).

Certamente, este é um dos motivos que a transformou na Best Girl de vários jogadores.

Embora inicialmente os sentimentos tragam bastante alegria para Aigis, logo ela começa a entender aquela máxima de “viver é sofrer”. Em certo momento do S. Link, a “robô adolescente” percebe que mesmo que seu coração esteja ficando mais humano, ela jamais será um. Ao se deparar com esta dura realidade, acaba mergulhando em uma verdadeira crise de identidade.

Posteriormente, descobrimos que o que desencadeou este conflito nela foi o fato dela perceber que estava se apaixonando pelo protagonista. E como ela era uma máquina, ela eventualmente o veria perecer enquanto ela continuaria a existir.

Curioso notar que quando ela tem a oportunidade de conhecer o sentimento humano mais nobre (o amor), a sua condição existencial a faça conhecer a emoção mais dolorosa (a tristeza). E mesmo com seu Link terminando com um final feliz – onde ela consegue ter um entendimento sobre a existência dos seres vivos e com Yuki a aceitando como sua namorada – sabemos que esta felicidade será apenas passageira.

Por fim, vale ressaltar que o arco pessoal de Aigis acaba sendo um complemento para a história principal do jogo, mais especificamente o final. Sinceramente, tudo que presenciamos neste Social Link tornam os momentos finais de Persona 3 ainda mais melancólicos.


E a posição Hour Concur vai para...

"Você quer que eu escreva uma história sobre Stupei: Ace Defective?"
...Akinari Kamiki (The Sun/Persona 3)

Tal qual o primeiro lugar, o Hour Concur do nosso artigo será representado por uma história vinda de Persona 3.

Como puderam observar ao longo desta tese de 25 páginas deste texto, a morte é um conceito bastante recorrente nos Social Links que escolhi. Entretanto, em todos em que o tema esteve presente, ele esteve associado a um ente querido do protagonista da trama em questão. A minha escolha para esta posição será um ponto fora da curva dentro desta temática, uma vez que acompanhamos a jornada de um rapaz que precisa lidar com a sua própria finitude.

Akinari Kamiki é um jovem portador de uma doença degenerativa rara que não possui cura. Estando bem debilitado por conta do estágio avançado de sua enfermidade, ele está ciente de que não lhe resta muito tempo. E para piorar, está enfrentando tudo isso sozinho, vez que não suporta o sentimento de pena vindo dos outros. Por conta disso, o rapaz é uma pessoa extremamente melancólica e com uma visão bem sombria da vida.

A vida do jovem tem uma virada quando conhece Makoto Yuki em uma de suas visitas ao Templo de Tatsumi Port Island, onde o protagonista fazia companhia para a pequena Maiko Oohashi. Sendo tratado como uma pessoa normal pela primeira vez em muito tempo, Akinari vê em Yuki um amigo com quem pode ter uma conversa normal e até mesmo desabafar sobre a sua condição.

Durante as conversas com o jovem, em certo momento (nível 4) ele revela que tem nos livros um consolo para sua condição. Contudo, ele não consegue terminá-los porque o fim daquelas jornadas o levava de volta a sua própria realidade. Após essa confissão, temos o início do principal enredo do S. Link, onde o jovem decide escrever o seu próprio livro como forma de encontrar um significado para a sua própria existência.

O Social Link do Arcana The Sun de P3 é uma história que pode facilmente passar despercebida pelo jogador, uma vez que exige vários pré-requisitos para iniciar. Como vocês podem notar, primeiro é necessário habilitar o Link de Maiko Oohashi e chegar até o 3º nível, onde o primeiro encontro como Kamiki acontecerá. Além disso, é preciso também alcançar o 4º nível de Knowledge e ainda precisa do item Red Fountain Pen que pode ser encontrado passeando com Koromaru a partir do dia 9 de agosto. Seguindo todos esses requisitos, você finalmente pode começar o arco do personagem.

Acredito que este seja o Link da franquia com a maior quantidade de exigências para se acessar. Mas acreditem, a sua história VALE todo o esforço investido.



Nos níveis que se seguem, assistimos uma verdadeira transformação por parte de Akinari. Com o foco em concluir o seu livro, o rapaz se empenha o quanto pode para escrever a sua obra. A sua dedicação em escrever acaba servindo com uma válvula de escape para todo o sofrimento que a sua doença vem lhe trazendo e aos poucos isso vem adicionando tons mais claros a sua visão de mundo.

A fábula do personagem – a improvável amizade entre um jacaré cor-de-rosa e um pássaro que não sabe voar – é praticamente um espelho de sua personalidade. Assim como ele, o jacaré e o pássaro nasceram com anomalias que fazem com que eles não consigam se encaixar entre os seus semelhantes, tendo uma vida bastante solitária. E tal qual a vida do escritor, a amizade entre os dois é a luz na vida que ambos precisavam.

Quando escreve o que parecia o grande final, onde o jacaré devora acidentalmente o seu único amigo, Kamiki se demonstra insatisfeito com o desfecho. Embora a história seja um reflexo da sua vida, esse final se encaixaria melhor no seu antigo eu, cuja visão de mundo era pessimista e obscura, e não com o atual. Ele sabia que precisava incluir algo a mais ao texto.

E é o que acontece na conclusão do seu Link (nível 10). Ele entrega o seu livro pronto para Makoto e revela como concluiu a sua história. Inconsolável, o jacaré acabou chorando tanto que acabou se afogando nas suas próprias lágrimas. Das suas lágrimas, no entanto, acabou surgindo um belo lago, de onde brotaram árvores com frutos e muitas flores, tornando um lugar ideal para os animais que procuram por paz e tranquilidade.

Akinari explica que este final reflete o entendimento sobre a vida que ele havia encontrado: todos estamos conectados durante essa passagem pelo mundo, de forma que as nossas ações na vida dos outros é o que nos define. E essa definição é algo que nem sempre veremos em vida (tal qual o jacaré cor-de-rosa).

Ele, então, entrega o livro a Makoto, o agradece por ajudá-lo a encontrar a sua resposta, se diz grato por ter nascido e, momentos depois desaparece, dando a entender que já não estava mais naquele mundo.

Que Social Link FODA, meus caros leitores!

À primeira vista, o tema parece ser a aceitação da morte, só que o Link de Akinari é uma história sobre como as nossas ações podem mudar a vida dos outros. Por não conseguir se relacionar, ele teve que encarar sozinho o fato de que não viveria por muito tempo, um fardo tão pesado que acabou lhe tirando a vontade de aproveitar justamente o pouco tempo que lhe restava.

As visitas de Makoto eram justamente o que ele precisava para sair do estado de melancolia que estava mergulhado. Aos poucos, todos aqueles sentimentos ruins que se alojaram em seu coração foram saindo e aquele profundo pesar em sua alma deu lugar a uma busca pelo sentido da vida, algo que se mostrou extremamente prazeroso para ele. No final, o rapaz que lamentava existir estava grato por ter vivido, mesmo que por pouco tempo.

Não é à toa que selecionei este para a posição Hour Concur. A história do Arcana The Sun de P3 é singela, tocante e dona de uma mensagem poderosa. Assim como o protagonista, nós podemos fazer a diferença na vida das pessoas. E não é necessário enfrentar nenhum Deus da Morte para isso. Pequenas ações de gentileza como desejar um “Bom Dia”, elogiar o trabalho de um colega, emprestar um ombro amigo e até mesmo pagar um café a alguém são simples atos que podem mudar para a melhor o dia de qualquer um.

E digo isso por experiência própria.

Por fim, é válido que ressaltar o epílogo deste S. Link, onde Yuki conhece a mãe de Kamiki durante uma visita ao Templo Budista. E meus amigos, é quase impossível não se emocionar com essa conversa.


E a posição Meia Boca vai para...

Nem o moonwalk de Nozomi é capaz de salvar este desastre.
...Nozomi Suemitsu (The Moon/Persona 3)

Pois é, meus caros leitores.

O mesmo jogo responsável pelos Social Links de Aigis e de Akinari também é responsável pela nossa posição “meh” de hoje.

Assim como a posição Hour Concur, o arco do Arcana The Moon exige algumas condições de acesso que podem fazer com que o jogador facilmente passe batido. Primeiramente, é necessário chegar até o nível 3 do S. Link de Kenji Tomochika (The Magician), onde o moleque chato para caralho o rapaz contará sobre o rumor de um grande sommelier conhecedor fresco de comida que costuma frequentar Paulownia Mall.

Indo ao local durante praticamente toda a semana (com exceção do domingo), Nozumi Suemitsu (a tal pessoa do rumor) estará sentado ao lado da fonte desfrutando de um sanduba limited edition gourmet essa porra é um action figure?. Caso o status Charm do protagonista esteja no nível 2 (unpolished), Nozumi notará a sua presença e lhe passará um pequeno quiz culinário. Respondendo corretamente todas as perguntas, será necessário lhe oferecer algo que ele nunca comeu na vida (no caso, uma Odd Morsel que é obtida no Tartatus).

Cumprindo todas essas condições, temos FINALMENTE o início de seu Social Link.

Nozumi Suemitsu – que se auto intitula Gourmet King – é um estudante do 3º ano do ensino médio do Colégio Gekkoukan cujo passatempo favorito é comer. E meus amigos, a dinâmica deste Link pode ser resumida da seguinte maneira: os dois saem para comer, Nozumi elogia o metabolismo de Makoto; os dois saem para comer, Nozumi fala que suas colegas de classe estão interessadas em Makoto; os dois saem para comer, Nozumi fala que tem um irmão falecido; os dois saem para comer, Nozumi convida Makoto a fazer parte de um culto secreto de pessoas que acreditam que o mundo vai acabar.

É... vocês não leram errado.

Calma que tem mais. Entre essas idas e vindas a restaurantes, ainda temos o sub-plot de um pai extremamente furioso com o Gourmet King pois ele engabelou o seu filho, uma criança do ensino fundamental, a investir o dinheiro nisso (um total de 132.000 ienes).

É...



Confesso que cheguei até cogitar outras possibilidades para a posição cof cof Yuuki Mishima cof cof, mas não dá pessoal... este arco é uma verdadeira aula de como se fazer uma HISTÓRIA BOSTA.

Sério, este Link falha miseravelmente em praticamente tudo que tenta.

A começar pela estrutura narrativa, que com toda certeza deve ter sido pautada no princípio do lenga-lenga. Durante os níveis iniciais, a história simplesmente não vai a lugar algum. Nozumi só fala de comida, comida, comida, faz algum comentário sobre Makoto e volta ao ciclo de comida, comida, comida. Quando o pai do garoto enganado surge para confrontar o estudante e ele simplesmente surta (nível 5). Temos a sensação de que a história finalmente irá começar, só que no nível seguinte retornamos ao ciclo comida, comida, comida.

A história principal só começa a partir do 7º nível. E quando nos deparamos com ela... era melhor ter ficado só na comida. Veja bem meus caros leitores, o problema não é a presença de um culto ligado ao fim do mundo – afinal de contas, na trama principal temos o culto de Nyx, que é praticamente a mesma coisa –, mas sim a grande sensação de que isso foi algo extremamente jogado no enredo. Embora o Gourmet King faça uma ou outra menção a isso, a execução é terrível. Tanto que na conclusão do S. Link, nem ficamos sabendo o que ele fez a respeito do culto.

Outro ponto bastante problemático é o próprio Nozumi Suemitsu. Passar o tempo com ele, passa longe de ser um evento interessante. A falta de desenvolvimento e a insistência em falar apenas em comida torna suas interações em experiências bem chatas, tanto que aumentar o nível dos Personas do tipo Moon acaba sendo o único atrativo para acompanhar a sua história. Contudo, quando finalmente temos algum desenvolvimento, passei a compartilhar a mesma raiva que aquele pai do moleque enganado tinha.

Simpatizar com o protagonista do Social Link não é uma regra em Persona. No mesmo jogo, por exemplo, temos o Link do Presidente Tanaka (The Devil), onde em cada nível o apresentador do Tanaka's Amazing Commodities demonstra ser um tremendo de um canalha filho da puta. Entretanto, apesar da ojeriza que a figura do personagem traz, o roteiro foi bom o suficiente para me manter curioso aos próximos absurdos que o empresário compartilharia.

E isso é algo que falta na trama do Arcana The Moon.

Com toda certeza, a maior falha deste S. Link foi ter deixado o plot do falecido irmão gêmeo de Nozuri para o ÚLTIMO NÍVEL. Na moral, se isso tivesse explorado desde o início – do irmão gêmeo que ficava à sombra do outro – não só teríamos uma história muito mais decente e centrada como também teríamos algum interesse pelo destino do personagem. Demonstrar algo com tanto potencial APENAS no final só mostra o quanto os níveis anteriores foram uma grande PERCA DE TEMPO.

Mas Marcel, você ainda não disse qual é o tema desta história?

O tema é paciência, pois é disso que você precisa para terminar esta desgraça.

E tenho dito!

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Pois bem meus caros leitores, este foi mais um NerdTop.

E aí? Gostaram da lista? Teve algum Social Link que vocês sentiram falta?

Como cada jogo tem em média 20 S. Links (afinal, os arcanas são inspirados nas cartas do tarot), é óbvio que muita coisa ficou de fora. Mas dependendo da repercussão deste artigo, uma segunda parte dele pode muito bem pintar no futuro. Se vocês querem, deixem seus comentários ao final e não deixem de compartilhar para seus amigos, especialmente se eles gostam bastante da série Persona. :D

Como vocês perceberam, os vídeos que ilustram o artigo são do canal do JohneAwesome. Além dos vídeos sobre Persona, ele conta também com material sobre Shin Megami Tensei, Xenoblade, Fire Emblem, Danganronpa e muito mais. Vale muito a pena conferir o trampo do sujeito.

Nos agradecimentos, gostaria de agradecer ao meu amigo Geovani e ao meu irmão André cujos pitacos foram importantes para definir coisas importantes sobre o texto. E finalmente, gostaria de agradecer a minha noiva Ariane por me ajudar no processo de revisão do artigo. Sério, o dedo dela melhorou e MUITO o texto final.

Bem meus caros leitores, vou ficando por aqui.

Até o próximo artigo e prometo que ele será bem menor do que este aqui.


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